Análise 2013 – QB

Análise 2013 – QB

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Foto: http://www.fancloud.com

Começando a série de retrospectiva e análise da temporada 2013, o primeiro tópico vai para uma das posições mais comentadas do Dallas Cowboys nos últimos anos. Depois de uma partida ruim de Tony Romo nas partidas decisivas em 2011 e 2012 contra New York Giants e Washington Redskins respectivamente, o quarterback entrou na temporada de 2013 disposto a fazer o time entrar aos playoffs. A análise você confere abaixo.

Tony Romo

Ao contrário do que o recorde da equipe possa mostrar, Romo teve sim uma boa temporada, podendo ser inclusive a melhor de sua carreira. Apesar de o rating dele não ter sido o mais alto da carreira (96,7 contra 102,5 em 2011), Romo conseguiu passar dos 30 touchdowns pela terceira vez em oito temporadas e teve 10 ou menos interceptações pela quarta vez na carreira.

Stats

342/535, 3.828 jardas, 31 TD, 10 INT’s. Rating: 96,7

Pontos positivos:

Clutch: “Tony Romo clutch? Vocês só podem estar de brincadeira!”. Calma, não é uma brincadeira e vamos dizer o motivo. Romo teve jogos excelentes nesse ano e conduziu a equipe para vitórias improváveis.

Contra o Minnesota Vikings, Romo liderou o drive que terminou no touchdown de Dwayne Harris para vencer a partida, mesmo tendo sido interceptado no último quarto. Contra New York Giants em Nova Iorque, mais méritos do Romo. Também nos minutos finais, Romo avançou o campo inteiro para dar a Dan Bailey pode chutar o field goal na vitória. No drive, Romo conectou terceiras descidas fundamentais para Cole Beasley e Miles Austin.

Dentre todas, nenhuma foi melhor que a partida contra o Washington Redskins. Com uma lesão na costas que o fez passar por uma cirurgia dias depois, Romo venceu o jogo que poderia ter tirado o Cowboys dos playoffs independente do resultado da última partida. No drive decisivo, passe de 12 jardas para DeMarco Murray entrar na endzone e dar a vitória para o Cowboys com menos de um minuto no relógio.

Menos erros em interceptações: Romo terminou a temporada com 10 interceptações em 15 jogos, mesma marca que conseguiu em 2011 em 16 jogos. A diferença vem por conta de como elas foram. Por cuidar mais da bola e tentar menos big plays, Romo conseguiu evitar interceptações que eram de certa forma comuns em temporadas passadas.

Vale ressaltar também os motivos das interceptações do Romo nessa temporada. Erros de rota do recebedor (Terrance Willians vs NYG e Lance Dunbar @ PHI), bola desviada que sobrou para o defensor (vs WAS, @ NYG), Hail Mary (@ PHI) e uma contra Denver explicada pelo Cowboys Brasil mostram que Romo teve uma melhora em relação a temporada passada, quando teve quase o dobro de interceptações dessa temporada (19 a 10).

Pontos negativos:

Interceptações em hora errada: Como já dito acima, Romo não teve parcela de culpa em boa parte de suas interceptações. O problema se dá nas interceptações em que o maior culpado foi sim o Romo. Contra o Minnesota Vikings, Romo teve uma interceptação que poderia ter decidido a partida, caso o quarterback não tivesse conseguido outro drive para conseguir o touchdown da vitória. Contra Green Bay, o desastre: com quatro minutos no relógio e a vantagem no placar, Romo foi interceptado. Após Green Bay virar a partida, Romo teve outra chance e… interceptado novamente. Por mais que outras partes da equipe tenham culpa no resultado final da partida, Romo poderia (e deveria) ter cuidado melhor da bola nos minutos finais.

Passes mais curtos: O torcedor que acompanhou o Dallas Cowboys nessa temporada percebeu. Romo arriscou menos passes longos na temporada. Seu número de jogadas de 20+ jardas foi a menor desde 2006, sua primeira temporada como titular. Já o número de jogadas de 40+ jardas foi a menor da carreira, com apenas 7. As jogadas mais conservadoras são refletidas também no número de jardas, a pior marca desde 2008 e a terceira pior da carreira. Vale lembrar que a temporada de 2010 não foi considerada pelo fato de Romo ter perdido mais da metade dos jogos por conta de uma lesão.

As jogadas mais conservadoras poderiam ter uma explicação: uma boa defesa. Com a equipes sofrendo menos pontos, Romo não teria tanta necessidade de arriscar passes mais longos para tentar vencer a partida. Essa explicação, entretanto, não pode ser levada em consideração já que a defesa foi a pior da liga essa temporada e considerada uma das piores da história.

O que pode sim explicar os baixos números é a temporada ruim do Miles Austin. Sem Austin como opção, Romo passou a procurar mais outros recebedores como Cole Beasley e Terrance Willians, que podem ter menos confiança do Romo e do novo coordenador ofensivo, Bill Callahan, para realizar jogadas longas. Callahan, também, passou a chamar as jogadas para essa temporada e com isso pode ter chamado menos big plays.

Saldo

Tony Romo teve uma temporada acima de sua média. Assim como qualquer outro quarterback na temporada, Romo não foi perfeito em todas as partidas, mas, diferentemente desses outros quarterbacks, Tony não teve ajuda de um principal setor da equipe: a defesa.

Contra o Broncos, Romo teve mais de 500 jardas, 48 pontos marcados e a defesa cedeu inacreditáveis 51. Contra o Saints e Bears, nenhum punt forçado e nenhuma chance de Romo tentar uma reação. Contra o Packers, Romo lançou interceptações em um momento que qualquer equipe com uma defesa regular já estaria com um quarterback reserva em campo esperando o jogo terminar.

Romo foi a razão do time de pior defesa da liga chegar até a última rodada ainda com chances de playoffs. Com mais maturidade, Romo foi, sem dúvidas, um dos destaques positivos do Dallas Cowboys na temporada.

Kyle Orton

Pouco se tem a falar do Orton. Foi apenas um jogo como titular e dois jogos em que entrou apenas para deixar o tempo acabar. Entretanto, Orton fez uma boa partida contra o Eagles, mostrando que ele é sim um dos melhores quarterbacks reservas da liga.

Resultado final do Cowboys Brasil: POSITIVO

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