O quarterback calouro Dak Prescott uniu o time de uma forma que poucos conseguiram. E isso se deve em parte a sua origem racial. Em entrevista para Lorenzo Reyes, do USA Today, Dak explicou como essa fator o ajudou a ganhar a confiança de todo o time.

“Eu cresci em Haughton, Lousiana”, disse Prescott. “Eu ia para a casa dos meus avós brancos, e então cruzava a linha do trem e passava o dia com minha avó negra. Nós tivemos professores de inglês no lado branco da minha família. Meu avô é um diretor de escola. E então você vai para o outro lado e as pessoas estiveram na cadeia. Eu fui colocado em todas essas situações diferentes. Eu estive em situações onde eu era o único cara negro. Nós estamos em um time agora onde ninguém quer ver isso. Mas isso ainda acontece. Dependendo de onde você vem, isso acontece. Ser capaz de perceber isso, ver e viver os dois lados, é quem eu sou. Estar misturado me permitiu conectar com todo mundo.”

Um jogador branco que preferiu não se identificar concordou com Prescott.

“Não quero falar mal do Tony (Romo), porque ele fez muito por esse time”, disse o jogador para Reyes. “Mas não importa o quanto ele tente, tem coisas que ele não pode fazer, algumas maneiras que ele não pode se conectar com alguns dos caras aqui como o Dak pode.”

“Ser birracial (vir de famílias de etnias diferentes) e ser do país, eu posso falar com caras como Travis Frederick e Doug Free, que são de Wisconsin”, disse Prescott. “E então eu posso ir e falar com Dez Bryant. Digo, para pensar sobre dois pontos de vista diferentes você precisa ter uma conversa real com ambos, entender realmente o que eles passaram. Eu não acho que muitos conseguem fazer isso. Para mim não é difícil. Eu sou abençoado porque é natural para mim.”

A origem racial é apenas um dos fatores que facilitaram para Prescott se relacionar com todos os companheiros de time. A realidade mais importante é que ele parece possuir uma inteligência emocional necessária para fazer uma conexão real com as pessoas com que ele trabalha. Independente de cor da pele, ter a habilidade de conversar com cada um e saber o que dizer, quando dizer e como dizer acaba sendo uma característica chave para complementar as habilidades de Prescott dentro do campo.

Gabriel Plat

Editor-Chefe em Blue Star Brasil
Curte NFL por escolha e o Dallas Cowboys por amor. Aprecia a boa música e compartilha outro sofrimento: o Botafogo. Um dos participantes do podcast.