Tony Romo tentou ao máximo fechar a porta para sua carreira na tarde dessa terça-feira. Mas ele sabia que isso precisaria ser reforçado.

Horas depois que sua dispensa do Dallas Cowboys se tornou oficial, Romo deu uma coletiva de imprensa para confirmar seu novo trabalho como comentarista de NFL para a CBS. Mas entre toda a curiosidade sobre seu futuro nas transmissões, o número de perguntas sobre um possível retorno aos gramados não foi baixo.

E a resposta de Romo, simplificando: não contem com isso, mas também não descartem.

“Eu não vejo isso acontecer”, disse. “Mas eu também já vi de tudo, de ‘Eu não vou jogar em Alabama’ até ‘Parei de jogar futebol americano’ que acontece na vida”.

Há muito o que se especular sobre o futuro de Romo — especialmente agora que ele foi dispensado e não está mais sob contrato com o Cowboys. Ele completa 37 anos no fim do mês, mas as lesões o tiraram dos trilhos nos últimos dois anos. Romo disse na mesma coletiva que ele está tão saudável quanto esteve em qualquer momento dos últimos três ou quatro anos.

É claro, estar saudável o suficiente para jogar football e querer jogar são duas situações diferentes, como o próprio Romo disse.

“Eu poderia jogar amanhã”, disse Romo. “Eu acho que o que defini para mim em tomar essa decisão foi a escolha de ser capaz de jogar também”.

Ainda, o conceito de jogar em abril não tem o mesmo peso que receber uma proposta quando a temporada tiver começado. Romo tem consciência disso, e ele foi honesto em dizer que, dado a dependência dos times em quarterbacks, ele provavelmente receberá ligações de alguns times.

“Se eu almejo voltar e jogar de novo? De forma nenhuma. Estou comprometido com a CBS. Estarei lá pra valer”, disse. “Se eu acho que vou receber algumas ligações? Certamente. Não tem quarterbacks o suficiente para vencer 12 jogos na NFL de qualquer forma. Então eu acho que, pra mim, a realidade é que isso vai acontecer.”

Mesmo que isso seja uma certeza de que vá acontecer, não há garantias de que Romo dirá sim. Ele repetidamente mencionou sua animação ao trabalhar para a CBS, que vai vê-lo comentar jogos da NFL nas quintas e domingos. Ao ouvir isso do próprio jogador, a escolha entre sua antiga profissão e sua nova não pareceu tão difícil.

“Nesse momento, eu estou dizendo que não acho que vai ser uma decisão difícil”, disse. “Eu estarei na cabine e vou gostar disso. Vai ser um desafio e estou animado. Eu não almejo fazer parte de algo que preciso pensar muito sobre aceitar ou não”.

Apenas o tempo irá dizer se isso será mesmo verdade. Romo pareceu confiante de que seu tempo de jogador acabou, apesar de não ser 100%.

“Uma das coisas que você faz é nunca dizer nunca”, disse. “Mas eu diria que (minha chance de não voltar a jogar) é de 99 por cento”.

Gabriel Plat

Editor-Chefe em Blue Star Brasil
Curte NFL por escolha e o Dallas Cowboys por amor. Aprecia a boa música e compartilha outro sofrimento: o Botafogo. Um dos participantes do podcast.