Em alguns dias, Jerry Jones saberá se ele fará parte do Hall da fama da NFL.

O dono do time ficará sabendo disso quando a classe de 2017 do Hall da fama for anunciada e Jerry é finalista na premiação como contribuinte da liga, junto com o ex-comissário da liga, Paul Tagliabue.

Entretanto, quando perguntado sobre o assunto no Senior Bowl, durante esta semana, Jones afirmou insistentemente que não havia gasto muito tempo pensando nisso. Ao invés disso, disse que seus pensamentos foram ocupados pensando no que o time poderia ter sido ao time do Cowboys, que teve uma derrota precoce, apesar de ter tido a melhor campanha da Conferência Nacional.

“Honestamente, com nossas cabeças pensando a todo tempo no que poderia ter acontecido a este time, isto é aonde eu estou concentrando meus pensamentos neste momento” disse Jones. “Novamente, eu disse isso no passado e posso dizer quantas vezes forem necessárias que com um ano igual a este que tivemos, ter consideração com tudo o que aconteceu, com todos os elogios, isso não me parece tão justo com as ótimas experiências que tive fazendo parte desta liga. E temporada passada com certeza foi uma destas situações.”

A mesma fala pode não se aplicas a Stephen Jones, filho de Jerry Jones e que trabalha como Vice Presidente Executivo do time.

“Não tenho nem como comentar sobre isso. Eu estou realmente muito nervoso sobre isto.  Mas um nervosismo bom, de certa forma pois acredito que é muito merecido e estou muito confiante de que isto vai acontecer.” disse Stephen. “Eu estou muito animado com isso, e se tratando da categoria de dono de franquias e pessoas que contribuíram para a liga, eu não conheço ninguém que mereça mais isso do que o Jerry merece”.

Apesar do que possa vir a acontecer, não existe dúvida nenhuma de que Jones acumula um currículo digno de Hall da fama.

O Cowboys estava perdendo um milhão de dólares por mês e tinha trinta milhões em contas a serem pagas quando Jones comprou o time. Ele gastou setenta e sete milhões do seu dinheiro pessoal em 1989, para poder cobrir os cento e quarenta milhões que ele gastou comprando o time e com o dinheiro das prestações do antigo Texas Stadium.

A franquia agora vale quatro bilhões de dólares, de acordo com a Forbes, o que faz ser o time mais valioso do mundo, dentre todos os esportes. O time já era o Time da América  antes de ser comprado por Jones, porém sua capacidade de assumir riscos, junto com sua visão e senso de negócios, ajudaram a tornar o time ainda maior e mais valioso.

Em 1993, Jerry se recusou a dar aos canais de televisão um certo “desconto” de duzentos e trinta e oito milhões de dólares, em um contrato de quatro anos. Ao invés disso, ele recebeu ofertas da Fox e os direitos televisivos da liga pularam de novecentos milhões, para 1.1 bilhões de dólares, entre as temporadas de 1994-1997.

Jones também optou por pular fora de um acordo que cedia a NFL direitos de negociação de licenciamento pelos times, detonando assim contratos com Nike, American Express e Pepsi que juntos, valiam mais de quarenta milhões de dólares. A liga o processou em trezentos milhões de dólares e Jerry contra atacou com uma ação antitruste de mais de setecentos e cinquenta milhões de dólares. Ambas as partes se acalmaram, fazendo assim cada time ter controle sobre seus próprios acordos de licenciamento.

Em anos recentes, foi o primeiro dono da liga a construir um estádio de mais de um bilhão de dólares em 2009. Ano passado, inaugurou um complexo esportivo de mais de um bilhão de dólares, em parceria com a Frisco ISD. Além disso, foi peça vital na mudança dos Rams para Los Angeles.

Túlio Moraes
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Túlio Moraes

Colaborador em Blue Star Brasil
Uma pessoa que acredita que torcer para algum time representa sofrimento, paixão e devoção. Por isso torce para Cowboys e Botafogo. Ah, é Túlio por causa do Túlio Maravilha sim.
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