Lembra quando o dono dos Cowboys, Jerry Jones, pediu “calma” nas conversas sobre Tony Romo?

Bem, risquem esses planos.

A semana do Super Bowl chegou, e Jones se encontra novamente em frente aos microfones, já que existe a possibilidade dele entrar para o Hall da Fama. É claro, isso significa que ele foi perguntado sobre Tony Romo — e se ele conseguiria convencer o veterano a permanecer nos Cowboys, como reserva de Dak Prescott.

“Qualquer solução realmente confortável que acharmos para ambos os lados, se eu conseguir isso … se eu tiver essa solução, eu deveria ser o presidente dos Estados Unidos.” disse Jones em entrevista para uma rádio.

“Uma coisa é certa, indo para aquele jogo de playoffs, eu realmente achava que nós tínhamos a melhor equipe de quarterbacks, mesmo com todo o devido respeito ao (Aaron) Rodgers,” Jones continuou. “Nós tínhamos dois quarterbacks que eram capazes, na minha cabeça, de jogar em um nível que poderia nos levar ao Super Bowl. Em caso de uma lesão ou apenas ter mais qualidade nessa posição. E eu sentia que tínhamos isso desde o sexto jogo da temporada, de estar em posição superior na posição de quarterback, porque com o Dak, nós sentimos que tínhamos uma ótima equipe.”

Jones também falou que ficou impressionado com o discurso de Romo para Prescott, no meio da temporada.

“E ele não teve nenhum tipo de ajuda para organizar seus pensamentos,” Jones disse ao programa. “Aquilo que foi dito foi só ele que fez. No entanto, não teve nenhuma surpresa para mim. Eu sabia que ele se sentia daquele jeito sobre todos assuntos que ele abordou. Ele realmente queria o melhor para o time, e ele queria que todos tivessem oportunidades no time. E ele tirou a pressão em cima de todos. Ele tirou a pressão em cima dos técnicos, dos companheiros de time, ele apoiou o Dak, ele tirou — no que foi possível — a pressão de cima de mim, no diz que respeito a essa situação. Ele se manteve a mesma pessoa que todos no time sabem que ele é. Ele é um jogador que “veste a camisa” da franquia.”

Mas Jones também repetiu uma frase antiga, sobre como não ter conseguir ter dado a Romo uma chance de jogar em um Super Bowl tem sido um dos maiores arrependimentos desde que comprou os Cowboys.

“Eu penso que certamente não ter ganhou ou competido com alguns dos times que tivemos, cerca de três ou quatro deles deveriam ter adicionado um outro Super Bowl ou dois — e eu não estou sendo arrogante por falar de um Super Bowl ou dois — mas nós deveríamos ter chegado até lá e eu lamento isso. E meu segundo maior arrependimento é não ter conseguido ganhar com o Romo como quarterback, porque ele é um quarterback do nível dos ganhadores de Super Bowl, e me arrependo de não ter lhe dado a chance de jogar pelo menos um Super Bowl.”

Outros assuntos que Jones falou a respeito:

A temporada de 2016 foi um sucesso ou um fracasso?

“É mistura de sentimentos. São ambos. Nós sabemos que tivemos uma temporada que nos deu muita esperança para o futuro com esses jogadores novos, Dak, Zeke e muitos dos jogadores-chaves nos deram muita esperança para o futuro. Por outro lado, desde que sou dono dos Cowboys, há 27 anos, somente em três oportunidades nós conseguimos ter o descanso de primeiro rodada e ter o mando de campo durante os playoffs. Nós perdemos em duas dessas três oportunidades na rodada divisional e conseguimos ganhar o Super Bowl na outra oportunidade. Então nós sabemos o quanto é raro conseguir alcançar tudo isso e chegar até o final e como você precisa aproveitar essa oportunidade.”

Ezekiel Elliott conseguiu atender às expectativas como novato?

“Eu penso que as expectativas para o Zeke, desde que o selecionamos na quarta escolha geral, eram que o Zeke conseguisse fazer a diferença, não somente do ponto de vista de suas habilidades com a bola, sem a bola, aceleração, velocidade, força, todas essas coisas. Mas nós sabemos que foi uma grande inspiração para nossa linha ofensiva. Eu escuto muito que o Zeke se beneficia da linha ofensiva, isso é verdade. Mas por outro lado, John Robinson, um grande técnico da Universidade Southern Cal e que depois foi para os Rams, disse, “Você irá se inspirar com o sucesso adicional que você terá com um running back como o Zeke. Você vai inspirar essa linha ofensiva e os terá jogando em um nível mais alto, efetivamente.””

E com relação a Prescott?

“Dak, isso agora é outra coisa. Não podíamos prever, de alguma maneira, que o Dak seria tão talentoso e impactante como foi ele já foi tão rapidamente, e nós vimos pela primeira vez o que Dak poderia realmente fazer foi no (Los Angeles) Coliseum, no nosso primeiro da pré-temporada. Quando ele se apresentou antes do Romo se lesionar, e ele apareceu lá no campo e teve o sucesso que ele acabou tendo dentro de campo, fazendo alguns dos lançamentos que ele fez, jogando com a confiança como demonstrou, isso nos chamou a atenção. Eu estava conversando com o Michael Irvin, e Michael disse, “Isso é muito impressionante, esse lançamento que ele acabou de fazer. Mas se você quer ver algo impressionante, olhe para o lado de fora do campo.” Devia ter 100 jogadores lá posicionados, ainda era aquele período do ano (e os cortes ainda não haviam sido feitos). Cada um deles estavam quase fora de campo, seus olhos estavam bem abertos, animados com o que Dak Prescott estava fazendo. E (Irvin) falou, “Você sabe, Jerry, que precisa mais de um para jogar esse jogo dentro de campo. E olha o que ele está fazendo com o time.””

Sobre acabar com Prescott, depois de não conseguir selecionar os QBs Paxton Lynch e Connor Cook:

“Nós sabíamos, desde o começo, o que precisaríamos procurar para achar um sucessor para o Tony Romo. Nós não sonhávamos, nem um milhão de anos, que ele poderia surgir tão cedo como o Dak apareceu esse ano e já ser tão representativo como sucessor de Romo. Mas mais importante, nós o vimos no Senior Bowl e vimos um lado dele que era realmente impressionante. Nosso técnicos foram se familiarizar com ele. Eles estavam treinando o outro time, mas eles trocaram um pouco de lado, durante o jogo. Eles esteve conosco e com nossos 30 jogadores (para entrevistas antes do draft em Valley Ranch). Eu não estou tentando dizer que nós vimos lá trás o que Dak se tornaria, não me entenda mal. Mas nós o recebemos juntamente com nossos 30 jogadores para passar o dia e somente fazer uma visita. E quando ele foi embora, nossos técnicos, especialmente Scott Linehan disse, “Eu posso realmente treiná-lo. Ele chama a atenção. Quando ele passa no corredor, todo mundo recebe sua atenção. Ele tem o que precisa ter.””

Eduardo Zamarian

Eduardo Zamarian

Colaborador em Blue Star Brasil
Gosto de ver todos os esportes, mas acompanhar o Dallas Cowboys e o Corinthians é obrigação diária. E também todo dia é dia de rock,bebê.
Eduardo Zamarian