Nada parece estar mais ligado com a NFL do que números. Desde as simples jogadas, eles estão por toda parte. São com eles que se analisam o avanço de cada time, o momento do jogo e, principalmente, os jogadores de forma individual.

Se com números podemos analisar jogos, temporadas e carreiras de jogadores, por que não buscar um método que analise a possibilidade do jogador parar no Hall da Fama?

A ESPN americana não só pensou nisso, como criou. Em um modelo de cálculo, ela calcula a probabilidade de cada jogador de ser eleito para o Hall da Fama do futebol americano. A base de cálculo é feita por uma análise do padrão dos jogadores escolhidos para ganhar um busto em Canton desde 1948. O modelo analisa não só números individuais, como também nomeações como o Pro Bowl e o All-Pro e o principal: títulos.

Ao analisar os jogadores que foram eleitos e os que não foram eleitos ao Hall da Fama, um critério é estabelecido e dali em diante é calculado a porcentagem de chance de um jogador ganhar o direito de usar o paletó dourado.

Em um recente texto, a ESPN americana analisou alguns jogadores ainda em ativa e tentou determinar a possibilidade de cada um ser eleito para o Hall da Fama quando se aposentarem. Ao citar os quarterbacks, Tony Romo esteve entre eles.

Para Bryan Burke, responsável pela parte analítica da ESPN americana, há certamente outros QBs acima de Romo na lista. Para Burke, Peyton Manning e Tom Brady já estão garantidos no Hall da Fama, assim como Drew Brees, Aaron Rodgers e Ben Roethlisberger.

A seguir, Burke diz que o modelo dá 72% de chance de Eli Manning ser eleito ao Hall da Fama, podendo ultrapassar os 90% caso ele ganhe outro Super Bowl. Por fim, ele cita Philip Rivers e Tony Romo, como podemos ver abaixo.

Outros veteranos notáveis precisam fazer mais para entrar na conversa para o Hall da Fama. Philip Rivers é um quarterback ótimo com jardas, vitórias e prêmios suficientes (para ser eleito), mas falta um anel. Se Rivers ou ganhar um anel ou tiver outra temporada ao nível de All-Pro, o modelo acha que ele é um provável candidato. Tony Romo está faltando um anel e prêmios significativos o suficiente. Uma temporada como All-Pro o colocaria na conversa com cerca de 60% de chance de ser eleito, mas ele ainda precisaria de um anel para garantir seu espaço no Hall da Fama. Carson Palmers tem a longevidade e as jardas aéreas, mas nada além de seus três Pro Bowls.

Por fim, Burke analisa Joe Flacco, Matt Ryan, o já aposentado Donovan McNabb e os quarterbacks mais novos, como Cam Newton, Russell Wilson e Andrew Luck. Você pode ver o texto completo (em inglês) clicando aqui.

A possibilidade de Romo ser eleito ao Hall da Fama não é por acaso. O camisa 9 detém quase todos os recordes individuais de um quarterback da história do Dallas Cowboys, e certamente estará no Ring of Honor do time quando se aposentar. No entanto, o fato do time não ter sido capaz de chegar mais longe na pós-temporada é o que impede Tony Romo de vestir o paletó dourado ao fim de sua carreira.

Gabriel Plat

Editor-Chefe em Blue Star Brasil
Curte NFL por escolha e o Dallas Cowboys por amor. Aprecia a boa música e compartilha outro sofrimento: o Botafogo. Um dos participantes do podcast.