No último domingo (10/10), o Dallas Cowboys fez a sua melhor partida do ano e venceu o Cincinnati Bengals pelo placar de 28 a 14. Foi a quarta vitória consecutiva do time, que agora lidera a divisão leste da NFC. O Blue Star Brasil avalia a performance do time em ótimo, bom regular, ruim e péssimo, separando-as por setores e posições. As notas são compostas por uma média formada pela opinião de 7 dos integrantes do Blue Star Brasil.  Confira:

ATAQUE

Quarterback – Dak Prescott segue impressionando. Mais uma partida calma, segura e com decisões extremamente inteligentes. Já são 155 passes lançados sem sofrer uma interceptação, quase um recorde da NFL para um estreante (Bastam 7 passes para alcançar ninguém menos que Tom Brady). Dak não tem o menor problema em lançar para qualquer um de seus recebedores, independentemente da fase que o jogador vive. Isso  passa muita confiança aos jogadores. Sua performance é tão boa que faz com que a mídia procure uma controvérsia de quarterbacks, colocando o garoto como possível titular no lugar de Tony Romo, mesmo com isso totalmente fora de cogitação. Cometeu seu primeiro turnover da carreira ao sofrer um fumble onde demorou tempo demais segurando a bola. Pelo menos, o jogo estava praticamente ganho aquela altura.. BOM (7 bons)

Running Backs –  Feed the beast! Ezekiel Elliott não tomou conhecimento da boa defesa dos Bengals e conseguiu mais um jogo para mais de 100 jardas. Parece estar totalmente adaptado a NFL e nem parece um calouro em campo. É paciente para encontrar espaços, ganha muitas jardas após o contato e coloca sempre o time em situações de conversões de terceira descidas mais tranquilas, abrindo o playbook para Dak Prescott. E ainda por cima bloqueia como poucos. Ele tem simplesmente mais jardas corridas do que vinte e três times da Liga, incluindo todos os nossos rivais de divisão, e é um dos fatores cruciais para a boa campanha do time até aqui. Ah, e é preciso destacar Alfred Morris também. Sempre que entra, faz um bom trabalho e se mostra um backup a altura. ÓTIMO (7 ótimos)

Wide Receivers –  O playbook adaptado para Dak Prescott faz com que os wide receivers tenham poucas jogadas explosivas e de muitas jardas. Mesmo assim, todos os que atuaram (vale lembrar que Dez Bryant, o melhor deles, estava novamente fora) contra os Bengals foram muito bem. Nenhum drop e eficiência nos momentos de terceira descida em que foram acionados. Terrance Williams novamente foi bem, sendo dessa vez o que teve mais jardas e mais recepções. Cole Beasley segue sendo o melhor do time até agora. Se Tony Romo tem como melhor amigo Jason Witten, podemos dizer que Dak Prescott encontrou seu “best friend” em Beasley. BOM  (7 bons)

Linha Ofensiva – A linha ofensiva dos Cowboys enfrentou uma das mais ferozes defesas da NFL. Geno Atkins, Carlos Dunlap e cia são extremamente perigosos e costumam dar muita dor de cabeça aos quarterbacks. E todos foram simplesmente jantados com farofa pelos Cowboys. Nenhum sack sofrido em três períodos e e uma proteção para Dak Prescott e Zeke Elliott espetacular. Doug Free merece destaque, após performance não tão boa em alguns outros jogos. O único sack sofrido pelo time não ocorreu por culpa da linha ofensiva; Dak Prescott demorou demais no pocket e acabou sofrendo um fumble. Vale lembrar que isso aconteceu no quarto período, com o jogo praticamente ganho. ÓTIMO (6 ótimos e 1 bom)

Tight Ends – Jason Witten cometeu algo raro no jogo contra os Bengals: dropou um passe. Mesmo assim, corrigiu o defeito mais tarde executando um belo bloqueio que possibilitou o touchdown de 60 jardas de Ezekiell Elliott. Seus bloqueios ajudam bastante a já excelente linha defensiva. Teve novamente boa performance recebendo passes, incluindo um longo de 30 jardas, onde correu, como sempre, perfeitamente a sua rota. É um dos melhores tight ends da NFL. BOM (7 bons)

Scott Linehan, coordenador ofensivo – Todos sabem que o Cowboys vai correr com a bola, aconteça o que acontecer. Todos sabem que Dak Prescott não vai trabalhar com muitos passes longos. E mesmo assim, não conseguem parar o ataque. Um dos principais responsáveis por isso é o coordenador ofensivo, que precisa fugir de jogadas óbvias e variar bastante as jogadas. E é isso que Linehan tem feito, mesmo com um quarterback calouro, que não conhece todas as jogadas como Romo. Scott achou o plabook perfeito para Dak Prescott ÓTIMO (7 ótimos)

DEFESA

Linha defensiva – DeMarcus Lawrence voltou de suspensão e a linha ofensiva parecia ser outra. Muita pressão em cima de Andy Dalton, que não conseguiu fazer absolutamente nada em três períodos. Foram QUATRO SACKS no jogo (o time conseguiu apenas 6 em 4 partidas até então). Terrell McClain foi um que cresceu muito com a presença de D-Law. A pressão ajudou muito contra o jogo corrido e também a secundária do time. Que continue assim. BOM (4 bons e 3 ótimos)

Linebackers – Assim como toda a defesa, os libebackers foram muito bem no primeiro tempo. Ajudados pela pressão da linha defensiva, conseguiram parar os dois bons running backs dos Bengals. No segundo tempo, caíram um pouco de produção. Não tiveram tanto destaque nesse jogo, apesar de não terem comprometido. A defesa contra o jogo corrido dessa vez foi melhor por parte da linha defensiva do que por parte dos linebackersBOM (5 bons e 2 regulares)

Secundária – Alguém encontrou AJ Green, um dos melhores recebedores da NFL, no primeiro tempo? Mais uma excelente partida da secundária. Morris Claiborne e Brandon Carr estiveram em todas as jogadas e limitaram AJ a apenas NOVE jardas no primeiro tempo. No segundo, com Cincinnati 3 posses atrás no placar, AJ foi mais procurado e apesar de ter conseguido mais jardas e algumas faltas em cima de Claiborne, não foi fator decisivo na partida. Claiborne segue sendo um dos principais destaques da defesa até aqui. Byron Jones também evitou um touhdown certo de Green de maneira brilhante. Aliás, ele e Barry Church foram os que mais tiveram tackles na partida, mesmo sendo safeties.  No quarto período, com 28 a 0 de vantagem,  a secundária perdeu um pouco o ritmo, o que é natural e tomou 14 pontos. Mas nada que não justifique uma nota ÓTIMO (7 ótimos)

Rod Marinelli, coordenador defensivo – Viu seus jogadores não permitirem nenhum ponto do Cincinatti Bengals em três períodos inteiros e limitou o jogo de AJ Green. Isso não é pouca coisa. Rod também conseguiu melhores resultados com a volta de DeMarcus Lawrence e fez uma excelente rotação na linha defensiva. Foi o primeiro jogo em que o time não conseguiu forçar turnover, mas a marcação excelente compensou. Os 14 pontos no final poderiam ter sido evitados.  BOM (7 bons)

Jason Garrett, técnico –  Continua em excelente sintonia com seus coordenadores ofensivos e defensivos. Também tem mostrado excelente conexão com seus jogadores.  ÓTIMO (7 ótimos)

Special Teams – Praticamente não trabalharam no jogo, já que time anotou 3 touchdowns nas 3 primeiras campanhas. Chris Jones foi chutar um punt depois de muito tempo e foi bem. Aliás, devemos dar crédito ao nosso punter, sem dúvida um dos melhores da NFL. Dan Bailey chutou apenas extra points., o que foi bom, devido a sua lesão nas costas. Seria curioso ter visto o safety Jeff Heath chutando um extra point . BOM (7 bons)

 

Rafael Freitas

Rafael Freitas

Fã do Dallas Cowboys desde 1996, sonha em ver o time de volta ao Super Bowl. Mais novo integrante do Blue Star Brasil
Rafael Freitas