O Dallas Cowboys ampliou sua sequência de vitórias consecutivas para 11 após vencer o Minnesota Vikings no sufoco pelo placar de 17 a 15. Como sempre após a partida, o Blue Star Brasil avalia a performance do time na partida em ótimo, bom regular, ruim e péssimo, separando-as por setores e posições. As notas são compostas por uma média formada pela opinião de 7 dos integrantes do BSB. Confira:

ATAQUE

Quarterback – Após uma boa série de atuações, Dak Prescott não foi tão bem nesta quinta-feira. Sofrendo bastante pressão da boa defesa dos Vikings, Dak não esteve tão tranquilo no pocket como de costume. As faltas o prejudicaram muito, é verdade, mas o calouro não protegeu bem a bola e fez alguns passes muito altos. Em compensação, não forçou jogadas e mais uma vez não sofreu interceptações, além de ter se destacado correndo com a bola, seu ponto mais positivo no jogo. Além disso, novamente foi bem no quarto período. Sua corrida no final do jogo poderia ter selado a vitória e foi uma jogada de extrema inteligência. Outro bom sinal é que está desenvolvendo uma química melhor com Dez Bryant. Seus números não foram tão expressivos par lhe dar uma nota melhor, no entanto. REGULAR (6 regulares e 1 ruim)

Running Backs – Ezekiel Elliott teve seu jogo mais complicado em 2016. Enfrentando a forte defesa dos Vikings, Zeke não pareceu tão a vontade como de costume. Sofreu um fumble, mas conseguiu um excelente esforço para recuperar a bola. Poucos running backs da NFL conseguiriam obter a bola novamente na situação. Zeke também não fez uma leitura tão boa da defesa, muitas vezes forçando suas corridas para os lados de fora e também pecou nos bloqueios (cometeu uma falta crucial para o ataque no último quarto). Mesmo assim, conseguiu boas jardas após os contatos dos defensores dos Vikings, quase sempre próximos a linha de scrimmage, teve 85 jardas — não conseguindo mais devido as faltas do time que anularam boas corridas — e anotou o 12º touchdown do ano, igualando o recorde do lendário Tony Dorsett para um calouro. Vale destacar a recuperação de fumble no final do jogo em uma confusão no snapREGULAR (6 regulares e 1 bom)

Wide Receivers – Setor de ataque que mais se destacou no jogo. Dez Bryant foi de fundamental importância para a vitória do time. Na única jogada boa de passe de Dak Prescott no jogo, o lançamento não foi perfeito e Dez fez uma recepção difícil que praticamente garantiu o touchdown de Zeke na sequência. Ele também foi bem em seu touchdown, buscando uma bola um pouco baixa e correndo para a endzone para igualar a marca de td’s da lenda Michael Irvin. Como dissemos anteriormente, a química entre Dez e Dak está aumentando, o que é muito bom para a equipe. Cole Beasley e Terrance Williams tiveram apenas 4 recepções no total, mas corresponderam quando foram acionados. Não fossem as faltas, os 3 teriam números melhores na partida. BOM (7 bons)

Linha Ofensiva – A pior partida da linha ofensiva no ano. Pela primeira vez, os bloqueadores de Dallas foram vencidos pela defesa adversária. Foram 3 sacks cedidos e um pocket bem mais congestionado do que estamos acostumados a ver. Doug Free teve um jogo bem aquém do que vinha apresentando nos últimos jogos. O grande destaque negativo foram as faltas, que mataram o ataque diversas vezes ao longo do jogo. Travis Frederick, um jogador que quase nunca falha, errou um snap crucial que resultou num fumble, felizmente recuperado por Zeke. Essa jogada poderia ter matado o jogo, já que daria uma nova série de descidas ao time.  RUIM (7 ruins)

Tight Ends – Jason Witten não teve uma única recepção pela primeira vez em 130 jogos. Isso já mostra que as coisas não foram bem para os tight ends. Foi prejudicado pelas faltas, tendo uma importante recepção numa terceira para 8  anulada por falta de Zeke, mas poderia ter aparecido mais para um Dak Prescott que não estava tão inspirado. Apesar disso, fez bons bloqueios e não foi tão mal. O problema foi seu parceiro Gavin Escobar. Foram duas faltas cometidas pelo jogador (uma discutível, por sinal) que custaram 25 jardas e mataram duas campanhas do time. Em um jogo disputado, essas faltas poderiam muito bem ter custado a vitória. RUIM (7 ruins)

Scott Linehan, coordenador ofensivo – Linehan foi outro que não foi muito bem no jogo de ontem. Diferentemente do que aconteceu em outros jogos, não conseguiu uma saída para penetrar a defesa dos Vikings que vinha dominando o jogo. Algumas de suas chamadas foram questionáveis, principalmente nas jogadas que procederam as inúmeras faltas. Poderia ter usado mais Alfred Morris, já que Zeke vinha sofrendo no jogo, e seus wide receivers, que foram bem quando acionados. Uma outra chamada ruim ocorreu no quarto período, quando o time vencia por 14 a 9. O técnico poderia ter optado por uma jogada de ganho curto que daria uma nová série de descidas ao time e tiraria muitos minutos do relógio REGULAR (7 regulares)

DEFESA

Linha Defensiva – O setor do time que mais peca nas partidas tinha obrigação de fazer um bom jogo diante de uma das piores linhas ofensivas da NFL. Conseguiram uma atuação razoável, apesar dos dois sacks (o terceiro veio dos linebackers) de Benson Mayowa e Maliek Collins e bastante pressão em algumas campanhas dos Vikings, principalmente na penúltima que em nada resultou e praticamente selaria a vitória do time se o ataque não tivesse sofrido um fumble em uma terceira para uma jarda na campanha seguinte. No drive derradeiro dos Vikings, novamente a linha defensiva deixou a desejar, pressionando pouco Sam Bradford e deixando que ele comandasse o time até redzone de Dallas. Uma falta bizonha de Jack Crawford ajudou muito Bradford a anotar o touchdown que deixou o jogo em 17 a 15. Na conversão de dois pontos, houve uma falta clara em Bradford não vista pelos juízes da linha defensiva que colocaria os Vikings “na cara do gol” e tornaria a conversão do empate mais fácil. REGULAR (4 regulares e 3 ruins)

Linebackers – Novamente o destaque defensivo do time, principalmente pela atuação monstruosa de Anthony Hitchens. O linebacker teve 10 tackles combinados no jogo (liderou o time), um sack, uma interceptação anulada por uma falta besta de Orlando Scandrick e boa proteção ao jogo corrido. Sean Lee teve outro bom jogo com 7 tackles e não deixou o inexpressivo ataque terrestre dos Vikings jogar. Justin Durant fez falta e Damien Wilson teve atuação decente. BOM (7 bons)

Secundária – Barry Church voltou após alguns jogos fora por lesão e mostrou o quanto é importante ao time. foram 9 tackles combinados para o safety que ajudou também na boa performance de Byron Jones. Outro destaque foi o conerback Anthony Brown. O calouro fez grandes marcações e impediu jogadas longas de Sam Bradford. Brandon Carr e Orlando Scandrick foram bem, apesar da falta estúpida do segundo que custou uma interceptação no campo dos Vikings. Com uma pressão boa por parte da linha defensiva (que ocorreu em alguns momentos do jogo), a secundária mostra que continua bem. A volta de Morris Caliborne ajudará ainda mais o time nos playoffsBOM (7 bons)

Rod Marinelli, coordenador defensivo – Na primeira vez que o ataque não conseguiu fluir durante o jogo todo, a defesa fez um bom trabalho segurando o ataque dos Vikings. Marinelli escolheu bem as jogadas, principalmente na pressão a Sam Bradford no primeiro tempo e nas jogadas seguintes aos fumbles cometidos pelo ataque dos Cowboys. No último quarto e especificamente na última campanha, a defesa cansou. O alerta está ligado: é o quinto jogo consecutivo que a defesa não força turnovers (o fumble recuperado foi mérito dos especialistas e a interceptação anulada por faltas). Pensando já nos playoffs, o time sofrerá bastante se a defesa não conseguir ajudar o ataque com turnovers e melhores condições de campo. BOM (7 bons)

Jason Garrett, técnico – O plano de jogo montado por Jason Garrett foi bastante alterado devido a enorme quantidade de faltas cometida pelo time. No intervalo, o técnico não conseguiu achar uma solução com seus coordenadores, diferentemente do que aconteceu em jogos anteriores que o time não foi tão bem no primeiro tempo. Apesar disso, Jason Garrett foi peça crucial pela vitória ao desafiar a marcação dos árbitros que acabou resultando em um fumble recuperado por Dallas com a bola numa posição de campo altamente favorável. BOM (7 bons)

Special Teams – O setor do time que deu a possibilidade de vitória em um jogo que estava altamente desfavorável. O fumble forçado e recuperado brilhantemente pelo linebacker Kyle Wilber colocou o faltoso ataque em uma condição de campo muito boa para garantir o touchdown de Dez Bryant. Dan Bailey foi novamente perfeito e o acionado Chris Jones deu poucas chances de retorno aos Vikings. Lucky Whitehead não fez grandes coisas nos retornos e ainda cometeu um fumble no ataque. Sua atuação ruim não afeta a nota dos especialistas, entretanto. ÓTIMO (6 ótimos e 1 bom)

Rafael Freitas

Rafael Freitas

Fã do Dallas Cowboys desde 1996, sonha em ver o time de volta ao Super Bowl. Mais novo integrante do Blue Star Brasil
Rafael Freitas