Os Cowboys viajam para enfrentar o New York Giants nesse fim de semana ainda tentando colocar o seu jogo aéreo nos trilhos.

O ataque aéreo de Dallas está atualmente ranqueado como o 29º da liga, o segundo pior da NFC. Pelo ar, os Cowboys tem uma média de 190 jardas por jogo, 37 jardas a menos que na temporada passada.

Então o que o time tem que fazer para mudar isso?

“Não pensar muito sobre, apenas ir lá e jogar,” disse o quarterback Dak Prescott. “Não é uma dúvida para mim. É apenas sobre executar as jogadas que o treinador chama e confiar nos meus recebedores.”

Prescott espera que dezembro o trate melhor do que novembro o tratou.

No mês passado, o quarterback dos Cowboys lançou quatro touchdowns e cinco interceptações, passando para uma média de 170.2 jardas por jogo e anotando um passer rating de 74.1. Estatisticamente, foi o pior mês da sua jovem carreira.

Ironicamente, novembro de 2016 foi seu melhor mês. Prescott anotou um passer rating de 125.4, completou 73% dos seus passes, teve uma média de 265 jardas por jogo com nove touchdowns e nenhuma interceptação.

Os Cowboys ganharam as quatro partidas que jogaram em novembro do ano passado. Esse ano o time ganhou apenas duas, perdendo as outras três.

O running back Ezekiel Elliott não foi um dos principais alvos de Prescott no ano passado, mas a sua ausência é a maior diferença nos problemas com o jogo aéreo de 2017. Em oito jogos com Elliott nessa temporada, Prescott teve um passer rating de 97.9.

Durante os últimos quatro jogos em que Elliott esteve suspenso, o passer rating de Prescott foi 64.3. 29 quarterbacks tiveram um passer rating maior durante esse período.

Elliott jogou em apenas um jogo no mês de novembro desse ano. Ele correu para 93 jardas e um touchdown na vitória por 28-17 em cima do Kansas City Chiefs, a única vitória do time de Dallas contra um adversário com um número maior de vitória do que de derrotas. Prescott lançou para 249 jardas e dois touchdowns, seu passer rating foi de 106.8.

Na última quinta-feira, contra Washington, Alfred Morris e o jogo corrido funcionaram pela primeira vez sem Elliott e os Cowboys ganharam. O dono do time, Jerry Jones, e o técnico Jason Garrett elogiaram o jogo de Prescott, mesmo que ele tenha completado apenas 50% de seus passes e conseguido apenas 102 jardas aéreas, a menor marca de sua carreira. Os dois entendem que Prescott não é o único responsável pelos problemas do jogo aéreo.

O técnico interino do New York Giants, Steve Spagnuolo também não vê dessa maneira.

Apesar do coordenador defensivo do time ter montado um plano de jogo que anulou Prescott na temporada passada, ele não garante os mesmos resultados no domingo.

“Eu não fico preso às estatísticas,” disse Spagnuolo em uma coletiva de imprensa. “Para mim, ele ainda é um jogador de elite que nós temos que defender.”

Aparte de não ter uma das armas mais dinâmicas do ataque em campo sem Ezekiel Elliott, Prescott e o recebedor Pro Bowler, Dez Bryant, ainda estão trabalhando para fazer as coisas funcionarem pelo ar.

A crença é de que se tudo se encaixar com esses dois, o resto vai acabar se encaixando também.

Bryant terminou o último jogo contra os Redskins com 61 jardas recebidas e um touchdown em cinco recepções.

“Ainda estamos trabalhando,” disse Prescott. “Tem algumas coisas que podemos tirar do último jogo. Algumas coisas que podemos aproveitar por que deu certo. Mas ainda não está perfeito, ou como queremos que seja, então continuaremos trabalhando nisso.”

Os Cowboys devem ganhar os últimos quatro jogos no seu calendário para ainda ter uma chance de ir aos playoffs. O time ainda joga mais duas vezes sem Elliott, contra o New York Giants e contra o Oakland Raiders.

Se os problemas com o jogo aéreo dos Cowboys continuarem, os últimos dois jogos podem nem importar.

“Os playoffs começam agora, simples assim” disse Prescott.

                                                                     

Rafael Loureiro

Rafael Loureiro

Colaborador em Blue Star Brasil
Calouro, vindo de Santa Maria-RS, 18 anos, 6' 157 lbs e escolheu não correr o 40 yard dash. Viciado em NFL e apaixonado pelo Dallas Cowboys, agora compõe a equipe do Blue Star Brasil.
Rafael Loureiro