A cada dia que passa, tudo indica cada vez mais que o Dallas Cowboys não vai conseguir manter os serviços de Ronald Leary.

É esperado que o offensive guard esteja disponível na free agency quando abrir no dia 9 de março. Vindo como um calouro não draftado em 2012, seus cinco anos na NFL foram de altos e baixos.

Seus últimos anos na NFL o valorizaram e ele pode acabar se tornando caro demais para Dallas, e Leary sabe que outros times vão procurá-lo. Em uma entrevista para a rádio SiriusXM NFL nessa semana, Leary falou sobre isso.

Tradução: “Ronald Leary: Animado para a free agency. Estive em Dallas por um tempo, mas estou animado para o que vier para mim.”

Tradução: “Ronald Leary: Eu amo competir. Eu quero ir para um lugar que eu me encaixe. Acho que posso jogar em qualquer esquema”.

“Mas”.

Uma simples palavra de três letras que pode mudar os sentimentos sobre o jogador. Não é que o jogador não gosta do Cowboys por ter dado uma chance — e ele certamente gosta. Ele simplesmente vê os dois lados.

La’el Collins está retornando em 2017 e provavelmente voltará a ser titular, e o Cowboys não vai pagar muito para um jogadore reserva. Ainda, Leary não está satisfeito com a condição.

Bastou apenas terminar a temporada para que Leary falasse sobre seu futuro.

“Eu pensei muito sobre isso depois do jogo”, disse Leary depois da derrota nos playoffs. “Eu meio que fiquei no campo um pouco mais porque eu estive aqui por cinco anos da minha vida. É tanto tempo quanto eu estive no college, então eu meio que cresci com alguns jogadores aqui, a comissão técnica. É difícil pensar nisso, porque você não sabe do futuro quando você vai para o mercado de transferências como esse. É difícil, mas é parte do jogo.”

Não é impossível que Leary retorne, mas é improvável. Brian Winters, jogador de linha ofensiva do New York Jets, renovou por quatro anos de 29 milhões de dólares, o que estabelece um valor que Leary deve buscar.

E é improvável que o Dallas Cowboys dê esse dinheiro ao jogador.

 

Gabriel Plat

Editor-Chefe em Blue Star Brasil
Curte NFL por escolha e o Dallas Cowboys por amor. Aprecia a boa música e compartilha outro sofrimento: o Botafogo. Um dos participantes do podcast.