Para a temporada de 2015, o Dallas Cowboys teve uma decisão importante para se tomar. Não, não estamos falando da decisão entre Dez Bryant e DeMarco Murray, e sim uma menos badalada, porém não menos importante. Tratava-se de dois wide receivers: Cole Beasley e Dwayne Harris.

Se por um lado Dwayne Harris se mostrava um ótimo jogador de special teams, pelo outro o Cowboys tinha em Cole Beasley um futuro promissor para um jogador de slot, que poderia dar muito trabalho no futuro. No fim das contas, quem renovou foi Beasley, enquanto Harris acabou parando no rival New York Giants.

Desde então, seu substituto no Dallas Cowboys acabou sendo o WR Lucky Whitehead. Depois de não ter sido selecionado no Draft de 2015, Whitehead ganhou uma competição na pré-temporada e se firmou como retornador principal do time.

No entanto, o jogador não tem correspondido tanto as expectativas dadas à ele. Em 2015, Whitehead oscilou em alguns momentos, mas manteve a confiança do time. Certamente a comissão técnica se lembrou de Dwayne Harris, que foi cortado no primeiro ano de contrato e acabou estourando depois de ganhar uma segunda chance.

Entre corridas laterais e alguns bons retornos, Whitehead garantiu sua vaga para o time de 2016. Em sua primeira jogada da pré-temporada, ele fez valer a aposta: um retorno de 100 jardas para touchdown. O problema foi o restante da temporada.

De 2015 para 2016, Whitehead diminuiu sua média de jardas em retorno de kickoff em 5,1 jardas e ainda manteve uma baixa média de retorno de punts, com apenas 7,8 jardas por retorno — apesar de ter sido maior que a de 2015. Seu retorno mais longo entre kickoffs e punts foi de 39 jardas, muito pouco. Touchdown em retorno? Nem pensar. O último foi lá em 2013, com Dwayne Harris ainda.

Se no time de especialistas ele não melhorou, no ataque pior ainda. As corridas laterais e fatores surpresas de Whitehead não tiveram o mesmo efeito, e o jogador ainda sofreu com fumbles. Para piorar, Lucky foi suspenso por um jogo por faltar compromissos do clube.

A soma de tudo isso é a falta de paciência com o jogador. A prova disso é a contratação de um retornador da CFL para a pré-temporada, que certamente disputará posição com o camisa 13. Além disso, uma possível não renovação com Terrance Williams e até com Brice Butler pode abrir espaço para o Dallas Cowboys buscar um wide receiver no draft, e não seria nada mal ir atrás de um jogador que também saiba retornar.

Sabe quando dizem que “a batata está assando”? A do Whitehead já está passando do ponto. Cabe ao jogador provar o contrário na pré-temporada de 2017, ou ele terá que buscar outro time para jogar a próxima temporada.

Gabriel Plat

Editor-Chefe em Blue Star Brasil
Curte NFL por escolha e o Dallas Cowboys por amor. Aprecia a boa música e compartilha outro sofrimento: o Botafogo. Um dos participantes do podcast.