A quarta-feira foi agitada no Valley Ranch, já que os Cowboys tiveram seu último dia de atividades organizadas (OTA’s) antes do minicamp programado para a semana que vem.

Para os jogadores, foi o terceiro dia de atividades com participação da mídia, que pode observar duas horas de treinamento – isso sem mencionar as entrevistas nos vestiários e uma coletiva de imprensa com o técnico Jason Garrett. Além disso, o time assinou com três novos jogadores.

Abaixo, as impressões do setorista do Dallas Cowboys, Bryan Broaddus, sobre o treino de quarta-feira, além de algumas opiniões sobre o que o jornalista viu sobre os novos contratados.

  • Uma coisa que eu nunca canso de ver é Jason Witten correndo a rota “Stick-Nod” na endzone, principalmente com Tony Romo lançando a bola. Ele não só enganou Byron Jones na jogada, como também pegou Jeff Heath de surpresa. O meio do campo se abriu e Romo sabia exatamente onde colocaria a bola, que resultou num touchdown livre de Witten;
  • Foi o melhor treino que vi de Randy Gregory. O pass-rush dele esteve bastante afiado e o jogador estava bastante ligado no modo de ataque. Em diversas reptições, os bloqueadores não conseguiram sequer colocar as mãos no jogador;
  • Brandon Carr fez alguns trabalhos no lado direito de campo como cornerback. Essa é uma ideia que os técnicos tiveram na temporada passada, antes de Orlando Scandrick lesionar o joelho no training camp. Carr conseguiu uma boa interceptação numa vertical 9 de Brice Butler. Carr leu perfeitamente a jogada, não deixando Butler ganhar nenhum espaço diante dele. Quando a bola veio, Carr estava no lugar certo para pegar a bola;
  • A melhor corrida do dia foi de Ezekiel Elliott. Rod Smith estava jogando como fullback, e fez um bloqueio fantástico em Anthony Hitchens que permitiu Elliott cortar a defesa e correr bastante para o lado direito. Tanto Rod Smith quanto Keith Smith fizeram  um trabalho sólido bloqueando os jogadores certos;
  • Foi um dia muito difícil para Rico Gathers na linha de scrimmage. Em muitos snaps o jogador não foi rápido o suficiente, facilitando a vida dos adversários. Charles Tapper chegou no jogador em um lance muito rapidamente, sem tempo algum de reação de Gathers, resultando numa perda de jardas. Parece que sua mente pensa muito rapidamente, mas seu corpo reage de forma lenta. Esse é um ponto de aprendizado com o qual ele precisará lidar, apesar disso já ser esperado;
  • Estudei as fitas do novo defensive end Lawrence Okoye dos tempos em que jogava em San Francisco. Lá, ele jogava num esquema 3-4 como defensive end. É um jogador forte mas que tende a ser  lento ao buscar a bola. Até quando ele lê as jogadas primeiro, suas reações não são as que se espera que ele tenha. Ele pode empurrar o pocket e arrastar bloqueadores para trás. Ele conseguiu fazer isso contra La’el Collins no ano passado sem ter muito trabalho. Se coloca em situações para criar boas jogadas mas tem problemas para executá-las;
  • O cornerback calouro Anthony Brown fez seus primeiros snaps com o time como nickel. Aparentemente os técnicos colocarão Josh Thomas e Jeremiah McKinnon na rotação e tentarão achar um jogador que possa ser reserva de Orlando Scandrick se necessário;
  • Estudei o novo offensive tackle Bryan Witzmann enquanto jogava no Houston Texans, na posição de left tackle. Este é um jogador que não joga com muita força em cima ou embaixo do seu corpo. Ele tem dificuldades quando tem que lidar com um adversário que joga com força. Witzmann teve problemas com alguns bloqueios. Tem a tendência de agarrar o marcador ao invés de afastá-lo da bola. Tem problemas controlando o adversário evido a sua  falta de força. Em algumas vezes, o seu trabalho de pés prejudica o seu equilíbrio. Tem problemas ao lidar com movimentos giratórios do defensor adversário. Pobre contra jogadores velozes;
  • O último jogador que analisei em fitas foi o linebacker Brandon Hepburn. Vi fitas de quando o jogador esteve com o Detroit Lions, quando jogava de inside linebacker. Jogador muito bom na blitz que pode fazer boas jogadas quando infiltra o pocket. Não é um jogador muito explosivo ou rápido. Em alguns snaps ele parecia estar um segundo mais lento em relação a bola. Também teve problemas quando teve que enfrentar o campo congestionado para ir atrás da bola. Não foi fácil para ele chegar até a bola nessas situações. Faz bons tackles quando está em posição, entretanto seu problema é chegar na posição. Um jogador bem mais físico do que atlético.
Rafael Freitas

Rafael Freitas

Fã do Dallas Cowboys desde 1996, sonha em ver o time de volta ao Super Bowl. Mais novo integrante do Blue Star Brasil
Rafael Freitas