A partir do momento em que vimos que o Dallas Cowboys não faria mais contratações de maior porte durante a free agency, o foco principal se voltou ao draft.

Antes de querer palpitar sobre jogadores escolhidos, precisamos analisar o elenco do Dallas Cowboys em si hoje e a situação da última temporada.

Em 2016, a defesa do Dallas Cowboys cedeu em média 260,4 jardas aéreas por jogo, 6ª pior marca da NFL. Foram também 25 touchdowns cedidos por passe (14º pior da liga) e apenas nove intercetapções, 3º pior da NFL. Em média, os quarterbacks adversários tiveram um passer rating de 94,1 contra a defesa de Dallas, 9ª pior marca cedida por times de toda a liga.

Na frente da defesa, a situação também não é lá das melhores. Se por um lado o time foi o que menos cedeu jardas terrestres por jogo (83,5) em toda a NFL, do outro vimos o pass rush, isto é, o ato de pressionar o quarterback adversário passar por dificuldades. Com 36 sacks, a defesa do Cowboys ficou “no meio da tabela” nesse quesito. Pela falta de número de hits e pressões no QB, dificulta um pouco uma análise mais profunda sobre o pass rush.

Ainda assim, sabendo do cenário da temporada passada, podemos analisar o elenco atual. Da secundária de 2016, Brandon Carr, Barry Church e Morris Claiborne, todos titulares, deixaram o time. Entre os reservas, J.J. Wilcox também foi outro a pegar a barca. Isso coloca a secundária com Orlando Scandrick e Anthony Brown de CBs titulares e o recém-contratado Nolan Carroll podendo fazer a função de nickel. Entre os safeties, atualmente temos a dupla Byron Jones e Jeff Heath como titulares. O único reserva seria Kavon Frazier, escolha de 6ª rodada do ano passado.

pass rush atual conta com Demarcus Lawrence, Benson Mayowa e David Irving. Jack Crawford deixou o time e assinou com o Atlanta Falcons, enquanto o reserva Ryan Davis foi para Buffalo. Ainda há Randy Gregory no time, mas ele foi suspenso por toda a temporada de 2017 e não há mais como contar com o jogador. Temos ainda a possibilidade de alinhar Tyrone Crawford como defensive end, mas o jogador não é um especialista em pass rush e acabou de passar por mais uma cirurgia nas costas, trazendo um ponto de interrogação para seu futuro.

Para enfim poder responder a pergunta do título, vou recorrer a uma fala constante de outro membro da equipe do Blue Star Brasil, o Léo Sangiorge. Se o Dallas Cowboys jogasse amanhã, nós poderíamos entrar em campo com a situação atual da posição?

No lado da secundária, acredito que sim — apesar de a situação não ser a ideal. Já olhando para o pass rush, eu tenho minhas dúvidas. Em uma posição que é preciso ter uma rotação maior, ter apenas três jogadores de ofício é um grande problema.

Pela ótima classe de cornerbacks do draft, o time também pode acabar priorizando a escolha de um pass rusher na primeira rodada. Mas isso é assunto para outro texto…


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Gabriel Plat

Editor-Chefe em Blue Star Brasil
Curte NFL por escolha e o Dallas Cowboys por amor. Aprecia a boa música e compartilha outro sofrimento: o Botafogo. Um dos participantes do podcast.