RECAP | Análise 2014 – Tight Ends

RECAP | Análise 2014 – Tight Ends

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Foto: Matthew Emmons / USA TODAY Sports

Ainda analisando as posições do ataque, o RECAP chega dessa vez aos tight ends.

Liderado por Jason Witten, futuro hall da fama, os tight ends do Dallas Cowboys tiveram importância em muito mais do que receber passes. Vindo de uma temporada voltada praticamente ao passe, o Dallas Cowboys usou os tight ends de forma muito maior em situações de bloqueios para passe e corrida. Sendo assim, vamos às análises:

 

Jason Witten

Tom Pennington/Getty Images

Números:

    • 101 passes lançados em sua direção
    • 75 recepcões (74,3%)
    • 837 jardas (11,2 jardas p/ passe)
    • 286 jardas após recepção (3,8 jardas por passe)
    • Touchdowns
    • 4 Drops
    • 0 Fumbles
    • 106,74 NFL QB Rating em passes em sua direção
    • 98,7 Pass Block Eficiency PFF Rating
  • Premiação Individual
    • Pro Bowl
  • Salário em 2014: US$8.412.000,00
  • Situação Contratual: Em contrato até 2017
  • Pontos Positivos: Jason Witten, que ficou em situações de passe em 56% dos snaps em 2013, passou para apenas 46% em 2014, enquanto bloqueios de corrida e passe saiu de 44% em 2013 para 54% em 2014, mostrando a mudança de papel do camisa 82 no time. Ainda assim, Witten foi fundamental em situações de passe, convertendo terceiras descidas ao longo de toda a temporada, incluindo os playoffs.
  • Pontos Negativos: Por estar cumprindo um papel de bloquear mais, Witten passou boa parte da temporada sem grande presença no jogo aéreo. Por conta disso, o principal alvo de Tony Romo anotou apenas um touchdown nos primeiros sete jogos, menos que Gavin Escobar, o tight end reserva.
  • Fica para a próxima temporada? Com toda a certeza do mundo. Jason Witten é um veterano e ídolo do time, além de capitão. Inspiração pros mais jovens e em grande fase, Witten deve, no mínimo, cumprir o tempo de seu contrato.

 

 

Gavin Escobar

Foto: Matthew Emmons / USA TODAY Sports
  • Números:
    • 13 passes lançados em sua direção
    • 9 recepcões (69,2%)
    • 105 jardas (2,3 jardas p/ passe)
    • 21 jardas após recepção (3,8 jardas por passe)
    • Touchdowns
    • Drop
    • 0 Fumbles
    • 133,31 NFL QB Rating em passes em sua direção
    • 100,0 Pass Block Eficiency PFF Rating
  • Premiação Individual: Nenhuma
  • Salário em 2014: US$ 956.930,00
  • Situação Contratual: Em contrato até 2016
  • Pontos Positivos: Alto, Gavin Escobar foi muito explorado na redzone – e deu certo. De suas 9 recepções, quatro foram para touchdowns. Contra o New York Giants, em Dallas, Escobar chegou duas vezes na endzone, marcando seu auge na temporada.
  • Pontos Negativos: Apesar de grande aproveitamento pontuando, Escobar aparece pouco nos jogos. Em média, Escobar participa de apenas 1 a cada 4 snaps ofensivos do Dallas Cowboys, muito por conta de o outro tight end reserva, James Hanna, bloquear melhor que ele.
  • Fica para a próxima temporada? Sim. Escobar ainda está sob contrato de calouro e não tem chances de sair antes do fim de seu contrato.

 

James Hanna

Foto: rotoviz.com
  • Números:
    • 6 passes lançados em sua direção
    • 4 recepcões (66,7%)
    • 48 jardas (12 jardas p/ passe)
    • 12 jardas após recepção (3 jardas por passe)
    • Touchdowns
    • Drops
    • 0 Fumbles
    • 90,97 NFL QB Rating em passes em sua direção
    • 86,7 Pass Block Eficiency PFF Rating
  • Premiação Individual: Nenhuma
  • Salário em 2014: US$ 596.213,00
  • Situação Contratual: Em contrato até 2015
  • Pontos Positivos: Escolhido na sexta rodada do draft de 2012, James Hanna vem se mantendo no time por conta de uma virtude: seus bloqueios. Bem bloqueando, Hanna foi mais utilizado que Gavin Escobar, melhor recebendo passes.
  • Pontos Negativos: Hanna ainda precisa melhorar recepções se quiser se tornar um tight end sólido. Estando um ano a mais na liga que Escobar, Hanna já ficou pra trás em jogadas de passe que Gavin e isso pode acabar comprometendo sua permanência no time no futuro.
  • Fica para a próxima temporada? Sim. Sob contrato e com salário baixo, Hanna deve permanecer no time para 2015.

 

O que esperar da posição para 2015?

Espera-se no mínimo o mesmo desempenho que 2014. Mesmo com mais de 30 anos, Jason Witten continua em alto nível e deve mantê-lo em 2015. Gavin Escobar, mesmo não tendo muita participação, também está em uma crescente e com Scott Linehan renovando seu contrato como coordenador ofensivo, a tendência é que ele seja mais utilizado, assim como James Hanna.

 

Notas da Equipe

Nome Jason Witten Gavin Escobar James Hanna Geral
Gabriel Plat 8,0 6,0 5,5 7,0
João Lucas Rodrigues 8,5 5,0 6,5 7,5
Leonardo Sangiorge 8,5 6,0 7,0 7,5
Luiz Gustavo Ferreira 8,5 6,0 6,0  7,0
Rafael Yamamoto 8,5 5,5 6,0 7,0
Média 8,4 5,7 6,2 7,2

 

 

Conclusão

Os tight ends, mesmo que de forma tímida, foram de uma importância tremenda para o Dallas Cowboys. Com uma função maior nos bloqueios, Witten e Hanna foram protagonistas de uma função não tão valorizada no futebol americano: a de bloquear. Apoiando a linha ofensiva, os bloqueios dos tight ends ajudaram DeMarco Murray e o Dallas Cowboys a estabelecer um jogo terrestre sólido, que também resultou em um Tony Romo livre de pressão para o jogo aéreo.

Emendando no assunto jogo aéreo, os TEs também foram bem. Jason Witten, mesmo com menos recepções que em 2013, continuou sendo decisivo, principalmente em jogos importantes, como na conversão de quarta descida contra o Detroit Lions. Já Escobar, decisivo na redzone, anotou touchdowns fundamentais como na vitória sobre o Seahawks em Seattle e os dois sobre o New York Giants em Dallas.

Bloqueando ou recebendo passes, o Dallas Cowboys viveu um bom momento com seus tight ends em 2014 e, com a manutenção de todos para 2015, o bom momento tem tudo para se prorrogar por mais uma temporada.

 


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Gabriel Plat

Editor-Chefe em Blue Star Brasil
Curte NFL por escolha e o Dallas Cowboys por amor. Aprecia a boa música e compartilha outro sofrimento: o Botafogo. Um dos participantes do podcast.