Depois de finalmente falar de todos os setores do time e da comissão técnica, o RECAP chega a seu último texto.

O alvo da vez são as pessoas que não entram em campo. São elas que definem o futuro do time, desde o Draft até a valorização da marca em medidas externas.

Com vocês, a última análise. A análise do front office do Dallas Cowboys.


 

Front Office

 

Presidente e Gerente Geral

  • Jerry Jones (foto)

Vice-Presidentes Executivos

  • Stephen Jones – Diretor de Operações / Personnel de Jogadores
  • Jerry Jones Jr. – Diretor de Vendas e Marketing
  • Charlotte Jones Anderson – Diretora da Marca

Outros

  • Will McClay – Assistente Diretor de Personnel de Jogadores

 

Principais Cortes/Saídas de 2016:

  • Greg Hardy (DE) → Sem Time
  • Matt Cassel (QB) → Tenneessee Titans
  • Mackenzy Bernadeau (OT) → Jacksonville Jaguars

 

Principais Chegadas de 2016:

  • Alfred Morris (RB) ← Washington Redskins
  • Cedric Thornton (DT) ← Philadelphia Eagle
  • Benson Mayowa (DE) ← Oakland Raiders
  • Joe Looney (OG) ← San Francisco 49ers
  • Justin Durant (LB) ← Sem Time

 

Principais Renovações de 2016

  • Travis Frederick (C)
  • Ronald Leary (OG)
  • Jeff Heath (FS)
  • Morris Claiborne (CB)
  • Lance Dunbar (RB)
  • Jack Crawford (DE)
  • James Hanna (TE)

 

Classe de calouros de 2016:

  • Ezekiel Elliott (RB) → 1ª Rodada
  • Jaylon Smith (LB) → 2ª Rodada
  • Maliek Collins (DT) → 3ª Rodada
  • Charles Tapper (DE) → 4ª Rodada
  • Dak Prescott (QB) → 4ª Rodada
  • Anthony Brown (CB) → 6ª Rodada
  • Kavon Frazier (SS) → 6ª Rodada
  • Darius Jackson (RB) → 6ª Rodada
  • Rico Geathers (TE) → 6ª Rodada

 

Pontos Positivos

Com um orçamento limitado, o Dallas Cowboys teve uma offseason de se invejar. Na Free Agency, o time renovou com os principais jogadores e contratou boas peças para compor elenco, como Cedric Thornton e Benson Mayowa, que terminou a temporada como líder do time em sacks.

O Draft não precisa nem dizer. Esse foi, sem dúvidas, um dos melhores drafts que o Dallas Cowboys já fez na era Jerry Jones. O time achou jogadores que foram fundamentais em praticamente todas as rodadas que teve escolhas. Ezekiel Elliott foi o melhor running back de 2016 em números, enquanto Maliek Collins e Anthony Brown terminaram o ano como titulares ou sérios candidatos. Já Dak Prescott… bom, acho que não precisa nem falar, não é?

Fora de campo, a marca Dallas Cowboys nunca esteve tão valorizada. O time inaugurou seu novo centro de treinamento e elevou o time a um novo patamar. O AT&T Stadium mais uma vez teve capacidade máxima de lotação e o time continuou sendo o mais rico de todo o planeta, superando potências como Real Madrid e Manchester United. E isso não deve mudar tão cedo.

 

Pontos Negativos

Se tem um ponto que o time errou, foi na maneira que a situação Dak Prescott x Tony Romo foi conduzida. O time não manteve segurança na decisão de manter Romo como titular, e o próprio jogador teve que ir à público para confirmar a escolha. Na primeira série ruim de jogos de Dak, Jerry Jones cogitou o retorno de Tony Romo, que bagunçou ainda mais uma situação já bagunçada.

Além disso, o time errou em algumas movimentações ao longo da temporada. Dispensar o calouro Darius Jackson foi uma péssima decisão, já que o jogador possuía potencial para ser útil no time. Os jogadores que o time apostou após o Draft, isto é, os que não foram selecionados no recrutamento, também não vingaram.


 

O que esperar para 2017?

 

Se em 2016 o time teve uma oportunidade de ouro no Draft, em 2017 as coisas serão mais apertadas. Com jogadores chaves para renovar e pouco orçamento disponível, o front office precisará ser inteligente.

Reestruturar o contrato de jogadores, apesar de ser uma má ideia, será necessário e o time precisará fazer isso com cautela para não piorar a situação dos próximos anos. Não há espaços para loucura em jogadores sem contrato também: o time precisará gastar pouco e gastar bem.

No Draft, a escolha será uma das últimas de cada rodada e a disponibilidade dos jogadores mais talentosos da classe desse ano será melhor. Sendo assim, o time precisará manter a continuidade de selecionar jogadores bons e úteis em escolhas no meio ou no fim do recrutamento, porque serão eles que vão fazer a diferença a favor para o time na próxima temporada.


 

Notas da Equipe

 

Nome Jerry Jones Front Office
Gabriel Plat 9,0 10
João Lucas Rodrigues 7,0 10
Leonardo Sangiorge 8,0 10
Luiz Gustavo Ferreira 10 10
Rafael Yamamoto 10 10
Média 8,8 10

 

As notas são dadas com o que cada um rendeu com base no que era esperado render. Assim, não estranhe se você ver alguém que você acha que não rendeu tanto, mas com uma nota maior.


 

Conclusão

 

A má campanha de 2015 do Dallas Cowboys deu ao time uma oportunidade de ouro para a temporada de 2016. Com escolhas altas no Draft, o time tinha uma chance real de subir de patamar de uma vez por todas.

Depois de uma free agency de pés no chão, priorizando a renovação do time e contratações pontuais para compor elenco, o time teve um draft dos sonhos. Não só ele reforçou muito bem o time, como também garantiu o sucessor de Tony Romo com Dak Prescott e ainda pode elevar ainda mais seu potencial com Jaylon Smith.

Olhando o lado externo do time, há muito o que se comemorar também. O Dallas Cowboys permanece como o time mais valioso de todo o mundo e inaugurou seu novo CT, o The Star, que promete revolucionar a NFL em termos de centro de treinamento.

Para 2017, o time terá uma situação parecida com a que enfrentou após a temporada de 2014 e precisará que as apostas no Draft sejam bem acertadas para compensar algumas perdas que o time terá, visto que não há muito disponível do salary cap para se gastar.


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Gabriel Plat

Editor-Chefe em Blue Star Brasil
Curte NFL por escolha e o Dallas Cowboys por amor. Aprecia a boa música e compartilha outro sofrimento: o Botafogo. Um dos participantes do podcast.