Se você andou por fora do site nos últimos dias, não viu que começamos a revisitar os últimos drafts do Dallas Cowboys. Será que as escolhas na época fizeram valer a pena hoje? O time mais acertou ou mais errou?

Você confere essa e outras respostas abaixo:

 


 

C Travis Frederick

  • Rodada:
  • Número da Escolha: 31ª escolha geral

 

Após alguns dos nomes preferidos do Dallas Cowboys terem saído antes da escolha original do time, a 18ª geral, o time resolveu trocar com o San Francisco 49ers. Na troca, o Time da América recebeu a escolha de 1ª e 3ª rodada do time da Califórnia.

Com a escolha, o time selecionou o center Travis Frederick. Alvo de muitas críticas na época por ser um jogador que poderia estar disponível na segunda rodada, Frederick emergiu como um dos melhores da NFL em sua posição. Hoje, Frederick é titular de forma indiscútivel e ninguém mais ousa questionar a qualidade da escolha.

Valeu a pena a escolha? Sim.

 


 

TE Gavin Escobar

  • Rodada: 2ª
  • Número da Escolha: 47ª escolha geral

 

No segundo dia do Draft de 2013, o Dallas Cowboys foi em uma escolha pra lá de polêmica. Antes de mais nada, a posição de tight end não era uma grande necessidade na época, já que o time tinha Jason Witten jogando todos os snaps e até James Hanna segurando as pontas como eventual reserva.

A ideia de trazer Gavin Escobar se baseou no estilo do ataque do New England Patriots na época, que usava bastante formações com dois tight ends para tirar vantagem com Rob Gronkowski e Aaron Hernandez. Ainda assim, a escolha se torna contestável pelos TEs que saíram logo em seguida de Escobar. Tirando a escolha de Vance McDonald, os outros dois tight ends escolhidos após Escobar foram Travis Kelce e Jordan Reed. Ambos já foram nomeados ao Pro Bowl e figuram entre os melhores da posição.

É óbvio que não poderia prever isso na época da escolha. Mas será que Escobar era um prospecto tão acima desses dois nomes citados para ter sido escolhido na segunda rodada? Creio que não.

Valeu a pena a escolha? Não.

 


 

WR Terrance Williams

  • Rodada: 3ª Rodada
  • Número da Escolha: 74ª escolha geral

 

A troca feita com o San Francisco 49ers na primeira rodada deu ao Dallas Cowboys a escolha de terceira rodada que o time usou para selecionar o WR Terrance Williams. Com Miles Austin cada vez mais fora de campo por lesões musculares, T-Will chegou para jogar do lado oposto de Dez Bryant.

É possível questionar muitas coisas no jogo de Williams e sabemos que muitas delas são justas. Mas ao analisar o fato de que o jogador foi selecionado no meio da 3ª rodada, também me parece razoável acreditar que foi uma escolha muito acertada pelo Dallas Cowboys.

Valeu a pena a escolha? Sim.

 


 

FS J.J. Wilcox

  • Rodada: 3ª Rodada
  • Número da Escolha: 80ª escolha geral

 

Essa análise será, sem dúvidas, uma das mais polêmicas que você vai ler. Ao longo de sua passagem por Dallas, J.J. Wilcox foi severamente criticado (e com razão). Por muitas vezes vimos falhas em coberturas e ângulos errados na hora do tackle dar ganhos de jardas além do esperado nas jogadas.

Mas vamos analisar bem a escolha que ele foi selecionado. Jogadores de 3ª rodada tem uma expectativa de serem bons reservas e candidatos à titularidade dependendo da evolução no time. Wilcox foi titular do time até 2015, quando perdeu a vaga para Byron Jones. Ao analisar a expectativa em cima de Wilcox e o papel que ele desempenhou em Dallas até 2016, não acho que esteja errado dizer que ele foi uma boa peça.

Valeu a pena a escolha? Sim.

 


 

CB B.W. Webb

  • Rodada: 4ª Rodada
  • Número da Escolha: 114ª escolha geral

 

Precisando de um reforço na secundária, o Dallas Cowboys escolheu B.W. Webb, que veio da pequena universidade William & Mary. Jogando na desastrosa defesa de 2013, Webb decepcionou e acabou perdendo a vaga de titular para Sterling Moore. Em 2014, o calouro Tyler Patmon se destacou e o superou na pré-temporada. B.W. Webb então foi cortado e hoje passeia entre vários times na liga.

Valeu a pena a escolha? Não.

 


 

RB Joseph Randle

  • Rodada: 5ª Rodada
  • Número da Escolha: 151ª escolha geral

 

Com a saída de Felix Jones, o Dallas Cowboys apostou em Joseph Randle para fazer dupla com DeMarco Murray no backfield do time. Seu desempenho, no entanto, foi além das expectativas.

Enquanto era reserva, Randle sempre mostrou bastante explosão e bastante espaço para evoluir e se tornar titular. Foi por conta dele que o time optou por não renovar com DeMarco Murray para 2015. Apesar do grande talento e da possibilidade de se firmar na NFL, Joe Randle se meteu em diversos problemas extra-campo e acabou sendo cortado no meio da temporada de 2015. Atualmente o jogador está preso.

Ainda assim, seu desempenho em duas temporadas e meia pelo Cowboys superou o que se espera de uma mera escolha de 5ª rodada.

Valeu a pena a escolha? Sim.

 


 

LB DeVonte Holloman

  • Rodada: 6ª Rodada
  • Número da Escolha: 185ª escolha geral

 

Essa escolha foi uma das mais tristes do Dallas Cowboys nos últimos anos. Apesar de ter sido selecionado na 6ª rodada, Holloman acabou jogando algumas partidas como titular na temporada de 2013 e mostrou uma capacidade muito interessante para um jogador selecionado no fim do draft.

Em 2014, quando o jogador poderia assumir um papel mais importante no time, ele acabou sofrendo uma lesão no pescoço que o forçou a se aposentar com apenas 23 anos. Ainda assim, pelo que jogou em 2013, ele fez valer a escolha que foi selecionado.

Valeu a pena a escolha? Sim.

 


 

Undrafted de destaque

 

Entre os 14 jogadores que o Dallas Cowboys assinou após o draft, apenas um conseguiu se firmar no time. Trata-se de Jeff Heath.

Reserva do reserva, Heath acabou se tornando titular em 2013 por conta de lesões e foi um desastre. Apesar disso, o Dallas Cowboys manteve a fé no jogador e aos poucos ele foi se mostrando mais do que apenas um bom jogador do time de especialistas. Reserva imediato de Barry Church e Byron Jones em 2016, Jeff Heath se mostrou um bom safety e agora pode ter a chance de ser titular em 2017.

 


 

Conclusão

Ao analisar de forma individual, o Draft de 2013 do Dallas Cowboys teve um saldo muito bom para o time. Já na primeira rodada, o time garantiu um jogador que não só tem nível de um Pro Bowler, como também é um All-Pro e um dos melhores de sua posição na NFL. Sem dúvidas, Frederick foi uma escolha acertadíssima que acabou mudando a linha ofensiva do time da água pro vinho. Quem não lembra o quanto Tony Romo apanhou em 2012 e 2011 por conta de erros da OL e de snaps mal feitos?

Ainda falando de acertos, podemos citar também a terceira rodada desse draft. Terrance Williams se tornou titular do time e, apesar das críticas, é um WR2 sólido e que completa muito bem Dez Bryant. J.J. Wilcox, apesar de suas falhas, foi e ainda é um reserva ok para boa parte da NFL.

Falando dos erros, precisamos citar Gavin Escobar. Além de terem apostado uma escolha alta em uma posição que nem era tão necessária assim no time, ainda apostaram em um jogador que tinha muitos problemas de bloqueio e acabava perdendo muitos snaps por conta disso. Ver Le’Veon Bell ser escolhido na escolha seguinte é algo qúe também incomoda bastante. Na 4ª rodada, B.W. Webb foi outra aposta que acabou dando errado.

Por outro lado, o draft poderia ter sido melhor se não fosse os “intangíveis”. Joseph Randle poderia estar no time até hoje se não tivesse arrumado problemas fora de campo que o tiraram da liga, enquanto o promissor DeVonte Holloman poderia estar desempenhando uma função acima da 6ª rodada que ele foi selecionado se não fosse a lesão no pescoço.

No geral, o Draft de 2013 que foi fraco em termos gerais para a NFL acabou trazendo bons frutos para o Dallas Cowboys. Hoje, o time ainda tem Travis Frederick e Terrance Williams como titulares, enquanto Jeff Heath pode ter uma chance de entrar nesse seleto grupo. Das sete escolhas, apenas duas não valeram o que foi investido. Nada mal, não acham?


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Gabriel Plat

Editor-Chefe em Blue Star Brasil
Curte NFL por escolha e o Dallas Cowboys por amor. Aprecia a boa música e compartilha outro sofrimento: o Botafogo. Um dos participantes do podcast.