Seguindo a sequência dos textos revisitando as escolhas do draft, faremos a última com os jogadores que foram escolhidos em 2014. Poderíamos sem dúvidas fazer um texto sobre as escolhas de 2015 e 2016, mas acreditamos que seria precipitado já colocar algumas escolhas desses últimos anos como acertada ou não. O de 2014, no entanto, já é possível fazer essa análise.

Confira ela abaixo:

 


 

OG Zack Martin

  • Rodada:
  • Número da Escolha: 16ª escolha geral

 

Se hoje Martin é uma das unanimidades do time, na hora de sua escolha ele passava longe disso. Afirmamos isso hoje pois na época o Dallas Cowboys estava mirando o DT Aaron Donald, que foi para o agora Los Angeles Rams, e o LB Ryan Shazier, que foi selecionado pelo Steelers. Esse último, inclusive, revelou que ficou a um passo de ir para Dallas. Do lado dos torcedores, o desejo era selecionar o QB Johnny Manziel.

Apesar disso, foi só Martin entrar em campo para silenciar qualquer tipo de dúvida sobre o jogador. Desde sua primeira partida, Zack Martin mostrou uma qualidade impressionante e isso pode ser indicado pela sua presença na seleção All-Pro e no Pro Bowl em todos os seus três anos de carreira profissional. Martin é hoje considerado um dos melhores em sua posição sem nenhum questionamento.

Valeu a pena a escolha? Sim.

 


 

DE Demarcus Lawrence

  • Rodada: 2ª
  • Número da Escolha: 34ª escolha geral

 

Precisando de um pass rusher pela saída de DeMarcus Ware, o Dallas Cowboys foi atrás do último bom especialista da posição. Para garantir a sua escolha, o time trocou sua escolha de segunda e terceira rodada para o rival Washington Redskins, que estava entre os primeiros a escolher na segunda rodada.

A escolha de Lawrence é provavelmente a que mais vai dividir opiniões aqui. Depois de ter tido uma lesão antes da temporada de 2014 e mal ter jogado, o defensive end estourou em 2015 e foi um dos poucos destaques do time naquela temporada. Em 2016, no entanto, o jogador voltou a ter uma produção abaixo do que era esperado.

Não acho que o D-Law seja um jogador ruim, ao contrário. No entanto, acredito que ter dado uma escolha de 2ª e 3ª rodada por ele acabou sendo demais pelo que ele deu em troca dentro de campo até o momento.

Valeu a pena a escolha? Não.

 


 

LB Anthony Hitchens

  • Rodada: 4ª Rodada
  • Número da Escolha: 119ª escolha geral

 

Primeira escolha do Dallas Cowboys no terceiro dia desse draft, Anthony Hitchens chegou para compor elenco de uma posição que ficaria sem Sean Lee por toda a temporada logo mais. Ao contrário do esperado, Hitchens se portou muito bem entre os titulares em seu ano de calouro, principalmente após a lesão de Justin Durant.

Com a péssima campanha do time em 2015, Hitchens acabou não jogando tão bem quanto a temporada anterior, mas hoje ele já possui qualidade suficiente para ser um bom reserva ou um titular “quebra galho”. E pra um jogador de quarta rodada, isso é muito bom.

Valeu a pena a escolha? Sim.

 


 

WR Devin Street

  • Rodada: 5ª Rodada
  • Número da Escolha: 146ª escolha geral

 

Considerado um recebedor de talento, Devin Street foi selecionado apenas na quinta rodada por seu físico: era magro demais. Disposto a resolver esse problema, o Dallas Cowboys deu uma chance ao jogador. Se nos treinos ele impressionava a comissão técnica, nos jogos ele não correspondia.

Na temporada de 2014, Street teve pouquíssimas oportunidades. Em 2015, o jogador poderia ter aparecido mais com a lesão de Dez Bryant, mas decepcionou. Foram poucas recepções e muitos fumbles, que ocasionaram na saída do jogador antes da temporada de 2016. Hoje, Street está no Indianapolis Colts.

Valeu a pena a escolha? Não.

 


 

DE Ben Gardner

  • Rodada: 7ª Rodada
  • Número da Escolha: 231ª escolha geral

 

O primeiro de uma série de escolhas de 7ª rodada do time, Gardner nunca jogou pelo time. Em sua temporada de calouro, uma lesão no ombro o impediu de entrar em campo. Em 2015, seu desempenho ruim na pré-temporada fez com que ele fosse dispensado antes do começo da temporada regular. Gardner assinou com o então San Diego Chargers e lá ficou até 2016, quando foi dispensado. Hoje está sem clube.

Valeu a pena a escolha? Não.

 


 

S Ahmad Dixon

  • Rodada: 7ª Rodada
  • Número da Escolha: 248ª escolha geral

 

Ahmad Dixon poderia sem problemas ter tido um desempenho melhor jogando por Dallas. Em sua primeira partida na pré-temporada de 2014, o safety conseguiu 12 tackles e ganhou elogio do técnico Jason Garrett. O problema é que constantes atrasos para os treinos após esse jogo fizeram com que o time dispensasse o jogador. Ele está fora da NFL desde o fim da temporada de 2014.

Valeu a pena a escolha? Não.

 


 

DT Ken Bishop

  • Rodada: 7ª Rodada
  • Número da Escolha: 251ª escolha geral

 

Escolhido entre as últimas seleções do draft, Bishop foi até ok jogando pelo Cowboys. O jogador participou de partidas da temporada regular ao substituir os lesionados Anthony Spencer e Demarcus Lawrence, mas logo perdeu espaço.

Na temporada de 2015, Bishop chegou a estar no elenco principal, mas foi dispensado para a chegada de Greg Hardy. Desde então, Bishop joga na CFL pelo Toronto Argonauts.

Valeu a pena a escolha? Sim.

 


 

CB Terrance Mitchell

  • Rodada: 7ª Rodada
  • Número da Escolha: 254ª escolha geral

 

A última escolha do time no Draft de 2014, Terrance Mitchell possuía um talento muito acima de um jogador de fim da 7ª rodada. Seu único problema era a indisciplina. Apesar da boa oportunidade de jogar por conta da suspensão de Orlando Scandrick e da dispensa de B.W. Webb, Mitchell não a aproveitou e foi cortado antes da temporada regular.

No fim de 2015, Mitchell retornou ao time e conseguiu uma interceptação em seu primeiro jogo. Ele ainda conseguiu um sack e um fumble em Colt McCoy, quarterback do Redskins. De forma surpreendente, o time o dispensou antes da temporada de 2016. Hoje, Mitchell está no Kansas City Chiefs.

Valeu a pena a escolha? Sim.

 


 

Undrafted de destaque

 

Da extensa lista que foi contratada após o fim do draft, dois merecem uma atenção especial.

O primeiro é Tyler Patmon. O cornerback brilhou na pré-temporada de 2014 ao interceptar duas vezes os QBs do Miami Dolphins, incluindo uma retornada para touchdown. Essa atuação o colocou entre o elenco principal da temporada regular. Ao longo dela, Patmon mostrou talento para ser um CB bom para a rotação. Seu momento de destaque foi no jogo contra o Arizona Cardinals, onde ele conseguiu uma pick six em cima de Carson Palmer. Em 2015, no entanto, ele acabou sendo dispensado para o retorno de Terrance Mitchell, já citado nesse texto.

O outro jogador é Keith Smith (foto). Apesar de ter chegado no time como linebacker, o jogador mudou sua posição para fullback e hoje é o titular do time nela. Sua adaptação foi tão boa que ele bateu um running back pela vaga. Teoricamente, a adaptação de um RB para FB é muito mais simples que a de um LB.

 


 

Conclusão

Analisando jogador por jogador, o Draft de 2014 não pode ser considerado ruim. E isso começa pelo primeiro jogador a ter sido selecionado pelo Dallas Cowboys.

Zack Martin é simplesmente uma máquina, um monstro em sua posição. Se ele mantiver esse desempenho por toda ou pela maior parte de sua carreira, ele provavelmente será eleito ao Hall da Fama. Foi com ele em campo que a linha ofensiva de Dallas passou de boa para uma das melhores da liga, e assim se mantém até hoje.

Na segunda rodada, temos um jogador que ainda não correspondeu ao investimento feito nele. Ainda assim, Lawrence tem qualidade e talento para fazer valer as duas escolhas dadas por ele.

Indo para o terceiro dia do draft, o Dallas Cowboys acertou em cheio com Anthony Hitchens. Para um jogador de quarta rodada, Hitchens vem se mostrando uma escolha muito acertada, por mais que não seja titular absoluto.

A partir daqui, as apostas do Time da América não deram tão certo. Street não desenvolveu como o esperado e já não está nem mais no time. Das quatro escolhas de sétima rodada, nenhuma está mais no time. Apesar disso, o pouco que Ken Bishop e Terrance Mitchell fizeram fez a baixa escolha por eles valerem.


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Gabriel Plat

Editor-Chefe em Blue Star Brasil
Curte NFL por escolha e o Dallas Cowboys por amor. Aprecia a boa música e compartilha outro sofrimento: o Botafogo. Um dos participantes do podcast.