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Dak Prescott

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Foto: Smiley N. Pool/The Dallas Morning News

Os torcedores dos Eagles jogam ovos nos ônibus dos Cowboys quando estes chegam na Philadelphia. Os fãs usam jerseys escritas “Dallas Sucks” quando o time está na cidade. Nessa semana, o right tackle dos Eagles, Lane Johnson, disse à sua avó que se ela quisesse viver até os 75 anos deveria para de torcer para os Cowboys.

A empolgação está alta para o jogo de domingo.

O técnico dos Eagles, Doug Pederson sabe como é o sentimento.

Pederson, o quarterback dos Eagles em 1999, conseguiu sua primeira vitória em Philadelphia no dia 10 de outubro de 1999, contra os Cowboys. A cidade foi à loucura.

“Quando você joga contra os Eagles ou contra os Cowboys, a única coisa que importa é ganhar esse jogo, “ disse Pederson quarta-feira em uma conferência telefônica com repórteres. “Eu quero dizer que na semana que vem não se pode fazer nada de errado. Todos estão com grandes expectativas. A comunidade, a cidade está empolgada.”

Agora, ele e o técnico dos Cowboys, Jason Garrett – que passou oito anos como quarterback reserva na NFC East – treinam a nova geração de rivais. Os Eagles ganharam 20 dos 34 confrontos desde que Pederson esteve atrás do center. Mas os Cowboys estão na vantagem nos últimos 5 anos, o time de Dallas ganhou seis dos 10 jogos e uma das derrotas veio em um jogo que já não valia mais nada no dia 1º de janeiro, quando os Cowboys já estavam garantidos nos playoffs e descansaram seus titulares.

Os Cowboys, que atualmente tem 5 vitórias e 3 derrotas, enfrentam agora um Philadelphia Eagles com o melhor recorde da NFL, 8 vitórias e apenas 1 derrota.

“Não me entenda errado, é difícil dizer que jogar contra os Eagles é apenas mais um jogo,“ disse Prescott após o treino de quarta-feira. “Nós sabemos da importância dessa rivalidade, especialmente quando eles estão jogando da maneira que eles estão jogando. Já tem gente desconsiderando o nosso time… isso acrescenta um pouco à rivalidade.”

Wentz concordou.

“Nós definitivamente não precisamos de nenhuma motivação a mais quando jogamos contra um rival de divisão,“ disse ele. “Mas sabemos como é diferente especialmente para os fãs.”

Pederson ainda lembrou do histórico vitorioso dos Cowboys, reconhecendo que “seus títulos mundiais” são uma coisa que “os Eagles ainda estão buscando”. O técnico espera que o AT&T Stadium esteja “elétrico” no domingo à noite, disse ele. E que a paixão dos fãs transmite para a emoção dos jogadores.

Pergunte isso ao tight end Zach Ertz, que contou essa semana por que ele nunca gostou dos Cowboys.

“Esses caras e os Redskins são os dois times que eu menos gosto na liga,” disse Ertz ao jornal Philadelphia Inquirer. “Os fãs e as batalhas ao longo dos anos despertaram isso em mim. Os defensive backs, eu não gosto deles. Os linebackers, eu não gosto deles. Eles com certeza não gostam de mim. Isso foi estabelecido ao longo dos anos.”

O recorde dos Eagles e o trash talk de Philadelphia não intimidam Prescott. Claro, os Eagles são favoritos por 3 pontos nas casas de apostas, um tanto generoso se o left tackle Tyron Smith não jogar como o linebacker Sean Lee e o running back Ezekiel Elliott.

Prescott disse que ele está pronto.

“Nós sabemos onde eles são vulneráveis e sabemos onde devemos atacar,” disse ele. “Nós estamos empolgados.”

“Nós vamos para esse jogo de forma agressiva, não vamos ficar nos defendendo e tentando jogar xadrez contra eles. Nós vamos para cima deles com o nosso plano de jogo e eles que tentarão nos parar.”

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Foto: Jae S. Lee / The Dallas Morning News

Derrota difícil de digerir. Com a ausência de Tyron Smith e Ezekiel Elliott, o time não foi o mesmo e ainda contou com a lesão de Sean Lee no começo da partida. No fim, derrota pesada por 27 a 7.

 

Informações Gerais
Time 1 2 3 4 OT Final
⚪ Dallas Cowboys (5-4) 7 0 0 0 0 7
🔴 Atlanta Falcons (5-4) 3 7 7 10 0 27

 

Pontuação

  • TD 🏈 DAL: Dak Prescott (11 jardas | corrida)
  • FG 🎯 ATL: Matt Bryant (50 jardas)
  • TD 🏈 ATL: Tevin Coleman (1 jarda | corrida)
  • TD 🏈 ATL: Justin Hardy (3 jardas | passe de Matt Ryan)
  • TD 🏈 ATL: Austin Hooper (1 jarda | passe de Matt Ryan)
  • FG 🎯 ATL: Matt Bryant (29 jardas)

 

O Jogo

Se você olhar para o resultado final da partida, mal pode acreditar que o começo dela começou com vantagem para o Dallas Cowboys. Na primeira posse de bola do Atlanta Falcons, o time não só teve a infelicidade de tirar o RB DeVonta Freeman do jogo com uma concussão, como também interceptou o QB Matt Ryan em seu primeiro passe. Na campanha seguinte, Dak Prescott correu para a end zone para abrir o placar.

Enquanto o Atlanta Falcons somente diminuiu a vantagem na campanha seguinte com um field goal, a maior perda do time aconteceu no momento: Sean Lee havia se machucado. Como já vimos nas últimas partidas sem ele, isso abriu margem para o jogo terrestre do time adversário encaixar. Mesmo sem o titular, o reserva Tevin Coleman fez o serviço e entrou na end zone para virar o placar para o time da casa. O Dallas Cowboys até teve a chance de virar o jogo, mas Dak Prescott sofreu um sackfumble de Adrian Clayborn na última campanha. Nesse momento, já era o terceiro sack de Clayborn em cima de Dak na partida, todos vindos pelo lado cego da linha ofensiva, protegido por Chaz Green que estava substituindo Tyron Smith, lesionado.

No segundo tempo, o Falcons voltou com o mesmo embalo do fim do primeiro e aumentou a vantagem para 17 a 7 com outro TD, dessa vez em passe para o WR Justin Hardy. Assim como no jogo contra o Chiefs, o Cowboys precisava dar uma resposta imediata e ela chegou a vir. O time chegou até a linha de 20 do campo de ataque, mas o kicker Mike Nugent errou o field goal e deu fim a campanha de Dallas.

Com o FG errado, o Falcons se aproveitou da boa posição de campo e da fragilidade da defesa para pontuar novamente. Com as corridas entrando facilmente, não houve dificuldades para se chegar na end zone de novo, dessa vez em passe para o TE Austin Hooper. Como se não bastasse, Atlanta ainda abriu 27 a 7 depois de um field goal após mais uma campanha do seu ataque.

Dak Prescott, que já havia sofrido cinco sacks de Clayborn — todos passando por Green — viu seu LT mudar para o reserva Byron Bell, que também fez pouca coisa. Na campanha de ataque de Dallas seguinte, Bell cedeu um sack em uma quarta descida para matar as chances do time. Na próxima campanha, Clayborn conseguiu seu sexto sack do jogo passando por Bell, sendo que novamente forçou um fumble em cima de Prescott. Foi o maior número de sacks cedidos por um só jogador na história do Dallas Cowboys.

A partir desse momento, restavam poucos minutos para o fim do jogo e ele já estava decidido. Bastou ao Falcons gastar o relógio e matar a partida de vez, para encerrar o desastre do Cowboys nesse domingo.

 

Melhores Momentos

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Números
Coletivos
 Estatística Dallas Cowboys Atlanta Falcons
 Jardas Aéreas 176 215
 Jardas Terrestres 107 132
 Jardas Totais 283 347
 First Downs 18 22
Turnovers Sofridos 2 1
 Faltas (jardas) 5 (65) 8 (52)
 Tempo de posse 31:17 28:43

 

Individuais
  • Passando

DAL: Dak Prescott: 20/30, 176 jardas, 0 TD,  0 INT. Rating: 82,1

ATL: Matt Ryan: 22/29, 215 jardas, 2 TD, 1 INT. Rating: 104,8

  • Correndo

DAL: Alfred Morris: 11 att, 53 jardas
DAL: Dak Prescott: 6 att, 42 jardas, TD, 2 fumbles
DAL: Rod Smith: 3 att, 14 jardas

ATL: Tevin Coleman: 20 att, 83 jardas, TD
ATL: Terron Ward: 9 att, 23 jardas
ATL: Taylor Gabriel: 1 att, 15 jardas

  • Recebendo

DAL: Jason Witten: 7 rec, 59 jardas
DAL: Dez Bryant: 4 rec, 39 jardas
DAL: Brice Butler: 1 rec, 30 jardas
DAL: Cole Beasley: 2 rec, 23 jardas

ATL: Taylor Gabriel: 3 rec, 58 jardas
ATL: Julio Jones: 6 rec, 57 jardas
ATL: Austin Hooper: 6 rec, 49 jardas, TD
ATL: Justin Hardy: 2 rec, 7 jardas, TD

 

✅ Pontos Positivos

Mesmo sendo constantemente pressionado, Dak conseguiu fazer o ataque funcionar durante toda a partida. O que ele fez dado o tempo curto que ele teve para lançar a bola merece ser destacado. Não teve culpa nos dois turnovers que sofreu.

  • LB Anthony Hitchens

Sem Sean Lee por boa parte do jogo, sobrou para Hitchens um protagnosimo maior e ele acabou correspondendo. Com 10 tackles na partida, Hitchens foi um dos poucos a se salvarem dentre os jogadores de defesa.

  • S Xavier Woods

Calouro, Woods conseguiu sua primeira interceptação da carreira no primeiro quarto, que garantiu o único touchdown do time na partida. Além do mais, o jogador teve um papel fundamental no time de especialistas.

 

⛔ Pontos Negativos

Sem dúvidas, uma das piores atuações de um jogador do Dallas Cowboys nos últimos tempos. Chaz Green foi simplesmente DOMINADO por Adrian Clayborn, cedendo cinco sacks. Foi a primeira vez na história que um único jogador conseguiu cinco sacks contra o Cowboys em uma partida. Podemos falar sem dúvidas que Green foi o maior responsável pela derrota com sua atuação terrível.

  • OT Byron Bell

Green conseguiu ir tão mal que seu reserva entrou no meio do último quarto para tentar ser “menos pior”. E Byron Bell ainda conseguiu ceder dois sacks em Dak no período que esteve em campo. Trágico.

  • K Mike Nugent

Acabou com a chance de reação do time ao errar um chute de 38 jardas. Sim, um chute de 38 jardas sem vento e sem mudanças climáticas, já que o estádio era coberto.

 

Próximo Jogo

O Dallas Cowboys agora fará um clássico quase de vida ou morte contra o Philadelphia Eagles. O jogo será às 23h25 no horário de Brasília no famoso Sunday Night Footbal e terá transmissão da ESPN. O tempo real do jogo, é claro, você só encontra no nosso Twitter.

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Getty Images

Na última quinta-feira, mais uma decisão foi tomada pela justiça americana no que diz respeito a suspensão de Ezekiel Elliott. Seu apelo foi mais uma vez negado e sua suspensão de 6 jogos começará a fazer efeito a partir de domingo, na partida contra o Atlanta Falcons. A intenção deste texto não é discutir a suspensão aplicada pela NFL e se ela deveria realmente ter ocorrido ou não, e sim discutir a falta que Ezekiel Elliott fará para o ataque de Dallas.

Após um começo de temporada ruim para todo o jogo terrestre do Cowboys, que foi um dos responsáveis pelo início de campanha com 2 vitórias e 3 derrotas, Ezekiel Elliott voltou a jogar muito bem e correu para 390 jardas e 5 touchdowns nos últimos 3 jogos do time, em que todos terminaram com vitória. Com a suspensão sendo imediatamente aplicada pela liga, o Cowboys terá que depender de Alfred Morris, Rod Smith e Darren McFadden para correr com a bola nas próximas 6 semanas da temporada regular.

A perda de Elliott é gigantesca para Dallas. Ele é um dos jogadores mais valiosos de todo o elenco e muda a maneira como os técnicos conduzem a partida. Nesta temporada, por exemplo, Jason Garrett optou por arriscar 6 vezes uma 4ª descida para 1 jarda ou menos, tendo sido algumas delas, como contra New York e Washington, ainda no campo de defesa, antes da linha de 50 jardas. Com Ezekiel Elliott correndo, Dallas converteu todas as 6 vezes, com uma média de ganho de 3 jardas nessa situação, mais que suficiente para o 1st down. Agora sem Elliott, é difícil acreditar que Garrett irá arriscar em situações como essa, e provavelmente escolherá ir para o punt, sendo mais conservador por não confiar que os outros running backs do elenco consigam ter o mesmo sucesso que Elliott, que é praticamente perfeito nessas circunstâncias. Já em terceiras descidas para menos de 1 jarda neste ano, o Cowboys converteu 8 de 9 tentativas em que elegeu correr com a bola, com um percentual de 88.89% e uma média de avanço de 6.89 jardas por tentativa. Essa média deve diminuir muito sem o camsia 21 em campo.

Para efeito de comparação, em 2015, ano que o Cowboys perdeu DeMarco Murray e ainda não tinha Ezekiel Elliott, o time até teve sucesso correndo com a bola, com Darren McFadden superando as 1000 jardas na temporada. Porém, em situações de terceiras descidas para menos de 1 jardas, Dallas converteu apenas 7 de 14 tentativas, com um percentual de 50% e média de avanço de 4 jardas, números muito inferiores se comparado com os dessa temporada. Isso forçou com que o Cowboys, mesmo sem Romo pela maior parte do ano, lançasse a bola em 5 terceiras para 1 jarda no ano, convertendo apenas 1.

Esses números mostram a importância de Elliott em manter os drives vivos para Dallas. Esse time do Cowboys foi montado totalmente em volta da sua linha ofensiva e do jogo terrestre. A filosofia é correr muito bem com a bola, dominar o tempo de posse, deixar a defesa fora de campo, e administrar o jogo dessa forma. Caso o time não consiga converter os 3rd downs com a mesma eficiência, essa filosofia de jogo acaba se perdendo, e Dallas tem menos chances de vencer.

Analisando um ano completo com Elliott como o running back,  no ano passado, Dallas foi o terceiro melhor time em tempo de posse de bola na NFL. Já em 2015, o time teve uma queda, e foi o décimo nesse quesito.

Outra grande importância de Zeke para o ataque do Cowboys é o que Jason Garrett gosta de chamar de dirty runs. Essas são aquelas corridas de duas ou três jardas, muitas das quais Zeke foi tocado antes da linha de scrimmage e poderia ter perdido jardas, mas este avanço, por mais que pequeno, deixa o Cowboys sempre à frente das correntes e facilita muito o andamento da partida. Uma 2ª descida para 12 jardas é totalmente diferente de uma 2ª para 7 ou 8, por exemplo. Se o time perde 2 jardas no 1st down, se torna uma situação óbvia de passe e coloca o quarterback em uma difícil situação. Se o ganho é de 2 ou 3 jardas na primeira descida, o playbook está totalmente aberto.

Ainda, com Elliott no backfield, o trabalho de Prescott é muito facilitado. Além de estar sempre em situações administráveis de down and distance, Dak é muito forte no play action, bootlegs e options, e sem uma grande ameaça do running back, Prescott não terá a mesma eficiência nessas situações. Sem uma grande ameaça do jogo terrestre, as defesas não se sentirão mais pressionadas a colocar 8 ou 9 jogadores dentro do box, e poderão sempre ter mais jogadores na marcação contra o passe, dificultando o jogo aéreo do Cowboys.

Elliott é ainda um dos running backs mais explosivos de toda NFL, e suas grandes corridas e recepções, como contra Pitthsburgh e Cincinnatti no ano passado, ou San Fracisco neste ano, podem mudar o rumo de algumas partidas. Com Dallas tendo dificuldade de conseguir grandes avanços com o jogo aéreo e seus recebedores, esse será mais um ponto que o time sentirá falta de seu superstar running back. 

Por mais que Dallas tenha se preparado para uma situação como essa, e tenha um dos melhores grupos de running backs da liga, será muito difícil manter o sucesso correndo com a bola. Elliott é um dos melhores jogadores da NFL, independente de posição, e qualquer jogador sente a falta de um atleta deste calibre. Nos próximos seis jogos, a linha ofensiva de Dallas terá que mostrar que realmente é uma das melhores, se não a melhor da liga, e Dak Prescott terá que dar mais um passo a frente e comandar este ataque, com ainda mais responsabilidades, e continuar jogando em alto nível como vem fazendo durante todo o ano.

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Foto: Tom Fox/The Dallas Morning News

O dono do Dallas Cowboys, Jerry Jones, disse após a vitória contra Kansas City no domingo que acredita que Dak Prescott está jogando tão bem quanto qualquer outro quarterback na liga.

Essa percepção passa longe da noção que se tinha na intertemporada de que Dak sofreria uma queda de rendimento no seu segundo ano na liga como é comum de acontecer.

Assim como no ano passado, a tomada de decisão de Prescott tem sido fantástica. Ele completou quase 63% dos seus passes para 1 818 jardas e 16 touchdowns, com apenas 4 interceptações. Ele também tem uma média de 7,5 jardas conquistadas por corrida e correu para 4 touchdowns.

“Eu sinto que estou jogando bem,” disse Prescott na quarta-feira. “Eu estou vendo bem o campo, estudando e me preparando da maneira certa. Eu chego nos domingos pronto para jogar, me divertir e passar a bola, isso tem funcionado.”

Prescott disse que na maioria dos jogos ele não vê as defesas mudando o seu jeito de jogar em relação ao seu ano de calouro.

“Na maioria das vezes, esses jogadores estão apenas executando a sua defesa. Essa liga é motivada por ego e orgulho. Os jogadores e técnicos acreditam no seu esquema e que isso é suficiente. Então não, eu não vi nada mudar.”

Prescott diz que sua confiança vem da sua preparação durante cada semana.

“No começo da semana, na terça-feira, é quando eu estou mais nervoso,” disse Prescott. “É nessa hora que eu conheço praticamente tudo que eu vou ter que fazer durante a semana para chegar preparado no domingo, então quando o domingo chega eu já fiz todo o trabalho, é a hora de eu apenas jogar futebol americano e ser a criança que se apaixonou pelo esporte quando tinha 6 anos.”

O técnico Jason Garrett diz que o quarterback faz ótimas anotações.

Prescott, faz minuciosas anotações e estuda elas durante todos os dias da semana, mantendo seu foco apesar das inúmeras distrações que vem com o pacote de ser o quarterback titular do Dallas Cowboys.

“O nível e a quantidade de atenção e publicidade que essa franquia recebe é a maior de todas,” disse Prescott. “Nós temos que nos manter focados. Existem tours pelo centro de treinamento o tempo todo. Todas as notícias, boas e ruins que você vai ver. Isso faz parte.”

Prescott ainda disse que gostaria de jogar tanto quanto o quarterback Tom Brady do New England Patriots, que está na liga a 18 temporadas e tem 40 anos de idade.

Prescott está tendo um começo de carreira melhor que Brady e muitos outros quarterbacks de elite durante os 24 primeiros jogos de sua carreira.

“É definitivamente muito bom estar nessa conversa, estar com esses jogadores, mas são apenas 24 jogos. É apenas o começo.”

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Foto: Louis DeLuca/The Dallas Morning News

Enquanto estava no vestiário após a vitória do domingo por 28-17 sobre o Kansas City Chiefs, o wide receiver Brice Butler chamou Stephen Jones, o vice-presidente executivo do time, para explicar o quão difícil estava às vezes realizar algumas recepções por causa do brilho do Sol que atravessava as portas de vidro do AT&T Stadium.

Isso não é novidade. Tem sido um problema já há um tempo.

Na segunda-feira, quando questionado, Jones não ofereceu nenhuma solução durante a sua aparição no programa de rádio semanal The Fan G-Bang 105.3. Ele disse que eles continuam a avaliar a tecnologia.

O brilho do sol só foi um problema durante os jogos das 15:30 da tarde no horário local. Desde a inauguração do estádio, o Cowboys jogou 29 jogos que começaram neste horário. Eles ganharam apenas 13 deles.

“Você tem que lidar com essas condições”, disse o técnico Jason Garrett. “Isso não é um exclusivo no nosso estádio. Seja um vento, chuva ou sol, ou qualquer outra coisa que você estiver lidando a cada semana, é normal haver condições que você precisa lidar. Os melhores times são capazes de lidar com isso”.

Dak Prescott, disse que isso não era um problema para ele. Na transmissão da CBS, o ex-quarterback do Cowboys, Tony Romo, disse que os quarterbacks não sofrem tanto incomodo quanto os wide receivers.

E tanto Butler quanto Dez Bryant mencionaram que cometeram alguns drops devido à luz do Sol nos olhos.

“A melhor coisa que temos a fazer é controlar o que podemos controlar”, disse Garret. “Como treinador, nós tentamos tomar boas decisões para usá-lo (o sol) em nosso vantagem em um jogo com a direção que estamos indo e o tempo que estamos indo naquela direção, e então, como jogadores, nós precisamos lidar com isso”.

“Se isso tem um impacto sobre nós, tente o nosso melhor para executar as jogadas independentemente e, com sorte, usar isso ao nosso favor, se isso está afetando o nosso oponente”.

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Foto: Tom Fox / The Dallas Morning News

E que vitória, Dallas Cowboys! Apesar de um susto em uma jogada vergonhosa antes do intervalo, o Time da América controlou a partida por quase todo o tempo e conseguiu sair com a vitória por 28 a 17.

 

Informações Gerais
Time 1 2 3 4 OT Final
⚪ Dallas Cowboys (5-3) 7 7 7 7 0 28
🔴 Kansas City Chiefs (6-3) 0 10 7 0 0 17

 

Pontuação

  • TD 🏈 DAL: Cole Beasley (6 jardas | passe de Dak Prescott)
  • FG 🎯 KC: Harrison Butker (38 jardas)
  • TD 🏈 DAL: Dak Prescott (10 jardas | corrida)
  • TD 🏈 KC: Tyreek Hill (56 jardas | passe de Alex Smith)
  • TD 🏈 KC: Travis Kelce (2 jardas | passe de Alex Smith)
  • TD 🏈 DAL: Ezekiel Elliott (2 jardas | corrida)
  • TD 🏈 DAL: Cole Beasley (7 jardas | passe de Dak Prescott)

 

O Jogo

Enfrentando um dos times mais fortes da NFL, o Dallas Cowboys entrou na partida sabendo que precisava da vitória. Isso porque o Philadelphia Eagles havia vencido o Denver Broncos e poderia se distanciar ainda mais com um tropeço de Dallas.

Para quem esperava um jogo dominado pelos ataques, acabou tendo um começo decepcionante. Foi somente na quinta campanha da partida, a terceira do Dallas Cowboys, e somente na metade do primeiro quarto para o zero sair do placar. Com uma campanha que já começou próxima do meio do campo após bom trabalho da defesa no drive anterior, o ataque marchou até a end zone, chegando no touchdown em um passe sutil de Dak para Cole Beasley. Com um ponto extra com emoção de Mike Nugent, batendo na trave antes de entrar, Dallas abria 7 a 0.

Após a campanha do TD, o jogo voltou a ser dominado pelas defesas. Enquanto o Chiefs conquistou um field goal em uma campanha isolada, os punters apareciam com frequência na partida, graças ao ótimo trabalho das duas defesas. O placar só se alterou novamente depois do two minute warning, quando o Cowboys recebeu a bola e conseguiu encaixar uma campanha de 82 jardas terminando em outro TD, dessa vez com Dak Prescott correndo com a bola. Foi aqui que começou a tragédia.

Com 13 segundos restando, o Chiefs conseguiu um retorno até a linha de 37 jardas graças a uma falta fora de jogo de Byron Jones. Com isso, o time optou por não ajoelhar e arriscar uma pontuação antes do intervalo. Com dois segundos restando, Smith fez um passe curto para Hill que, mesmo encarando sete defensores do Dallas Cowboys, conseguiu entrar na end zone. Uma das jogadas mais trágicas da defesa nos últimos anos e levou o placar para o intervalo em 14 a 10 para o Time da América.

Na volta para o segundo tempo, a defesa ainda parecia abalada com a jogada cedida antes do intervalo. Na primeira posse do Chiefs, Smith não teve dificuldade em percorrer o campo até achar Travis Kelce na end zone para virar a partida para o time visitante. O momento do jogo virava todo para o Chiefs e o Cowboys entrava em uma espiral difícil de se sair.

Só esqueceram de avisar isso para Dak Prescott e companhia.

Sem dar chances para o azar, o ataque comandou uma campanha logo em sequência impecável, com 12 jogadas e terminando com Ezekiel Elliott correndo para a end zone. O Dallas Cowboys voltava a ficar na frente do placar, agora por 21 a 17. Como se não bastasse a defesa aparecer na campanha seguinte, o ataque voltou a pontuar na outra campanha, mais uma vez com Cole Beasley.

Depois das duas campanhas impecáveis do ataque, o Chiefs se viu precisando de 11 pontos em nove minutos para empatar o jogo. Sem perder o tempo, Smith foi movendo as correntes e chegou até o campo de ataque, até um herói inesperado aparecer. Na última terceira descida da campanha, o calouro Taco Charlton finalmente conseguiu seu primeiro sack como profissional. Para melhorar a situação, Jeff Heath interceptou Alex Smith na quarta descida seguinte, praticamente selando a vitória do Dallas Cowboys.

A partir desse momento, o ataque voltou ao campo para gastar o relógio e assim o fez. O Chiefs até teve a bola de volta, mas havia muito o que fazer e pouco tempo para se fazer. No fim, deu o time da casa.

 

 

Melhores Momentos

Todos os direitos do vídeo para a NFL

 

Números
Coletivos
 Estatística Dallas Cowboys Kansas City Chiefs
 Jardas Aéreas 249 263
 Jardas Terrestres 131 68
 Jardas Totais 380 331
 First Downs 24 17
 Turnovers Sofridos 0 1
 Faltas (jardas) 5 (65) 8 (52)
 Tempo de posse 31:17 28:43

 

Individuais
  • Passando

DAL: Dak Prescott: 21/33, 249 jardas, 2 TD,  0 INT. Rating: 106,8

KC: Alex Smith: 25/34, 263 jardas, 2 TD, 1 INT. Rating: 102,3

  • Correndo

DAL: Ezekiel Elliott: 27 att, 93 jardas, TD
DAL: Dak Prescott: 3 att, 27 jardas, TD
DAL: Alfred Morris: 1 att, 11 jardas

KC: Kareem Hunt: 9 att, 37 jardas
KC: Alex Smith: 5 att, 19 jardas
KC: Tyreek Hill: 4 att, 9 jardas

  • Recebendo

DAL: Terrance Williams: 9 rec, 141 jardas
DAL: Dez Bryant: 6 rec, 73 jardas
DAL: Cole Beasley: 4 rec, 24 jardas, 2 TD
DAL: Jason Witten: 1 rec, 5 jardas

KC: Travis Kelce: 7 rec, 73 jardas, TD
KC: Tyreek Hill: 2 rec, 64 jardas, TD
KC: De’Anthony Thomas: 3 rec, 41 jardas
KC: Charcandrick West: 5 rec, 30 jardas

 

✅ Pontos Positivos

Depois de vários jogos apagado, T-Will ressurgiu em grande estilo. O camisa 83 liderou o time em recepções e jardas. Mesmo não anotando nenhum touchdown, o jogador foi o responsável por garantir bons first downs das campanhas que terminaram em pontuação. Além disso, o jogador não teve problemas com drop, felizmente.

  • RB Ezekiel Elliott

Jogo vem e jogo vai e Zeke continua fazendo a diferença. Apesar de não ter tido nenhuma carregada com muitas jardas daquelas de colocar num vídeo de melhores momentos, Elliott teve uma grande partida e ultrapassou as 100 jardas totais. Além disso, anotou o touchdown que deu a liderança final ao time.

  • WR Cole Beasley

Foram algumas semanas sem aparecer até ressurgir da melhor forma possível. Beasley foi crucial na red zone, anotando dois touchdowns para sacramentar a vitória do Dallas Cowboys.

 

⛔ Pontos Negativos

Essa foi praticamente unanimidade dos leitores do site. O que a defesa do Dallas Cowboys fez na jogada ao ceder o touchdown pro Tyreek Hill foi não só inexplicável como inaceitável. Por sorte ela não influenciou no resultado final do jogo, mas não diminui a vergonha que foi o lance.

  • FS Byron Jones

Três lances resumem o jogo de Byron Jones: uma falta de 15 jardas que permitiu a jogada citada acima, sua atuação na jogada citada acima e sua marcação no TD de Travis Kelce. Dia para se esquecer do nosso safety.

  • CB Orlando Scandrick

Apesar de não ter tido um jogo péssimo, Scandrick foi abaixo do que costuma ser e por isso entra nos pontos negativos. Scandrick ainda cometeu mais uma interferência de passe na campanha que terminou em touchdown de KC no segundo tempo.

 

Próximo Jogo

O Dallas Cowboys volta a viajar para jogar longe de seus domínios, dessa vez indo para o novo estádio do Atlanta Falcons. O jogo será às 19h25 no horário de Brasília e já tem transmissão confirmada da ESPN. O tempo real do jogo, é claro, você só encontra no nosso Twitter.

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Foto: Getty Images

Jason Garrett tem uma simples mensagem para Dak Prescott sobre a iminente ausência de Ezekiel Elliott nos próximos seis jogos: Apenas faça seu trabalho.

O treinador do Dallas Cowboys  não quer que Prescott – ou qualquer outro jogador – acredite que eles precisam fazer mais sem Elliott.

“O mais importante que você pode fazer no futebol é ir lá e fazer seu trabalho” disse Garrett. “São 11 caras em cada jogada que tem um trabalho e uma responsabilidade a cumprir. O que tentamos fazer como treinadores é enfatizar a importância de todos fazerem o seu trabalho ao máximo. E continuaremos a fazer isso.”

Prescott jogou sem Elliott antes. Os Cowboys mantiveram o running back fora no ultimo jogo da temporada passada contra o Philadelphia Eagles com a vantagem de jogar em casa nos playoffs garantida. Prescott jogou apenas duas jogadas aquele dia.

“É importante para nós apenas continuar a jogar o jogo de futebol que jogamos continuar a executar as jogadas no sistema que [coordenador ofensivo Scott Linehan] nos foi dado” afirmou Prescott. “Quero dizer, Zeke fez grandes jogadas, Alfred veio em um jogo e fez uma corrida de 60 jardas [na verdade, 70] em uma carregada. Isso não vai embora esta semana.”

Sem Elliott, Prescott não espera que as defesas, como o adversário desta semana, o Kansas City Chiefs, mudem a forma como operam contra os Cowboys. Mesmo sem Elliott, os Cowboys querem se apoiar na corrida com Alfred Morris, Rod Smith ou Darren McFadden porque esse estilo os serviu bem nas últimas temporadas.

Os Cowboys veem sua parte do front de oito, nove homens completos. Prescott não espera que o jogo terrestre mude.

 “Zeke é um ótimo running back, mas essa linha ofensiva, não está mudando” disse Prescott. “Esses outros running backs também são ótimos. Espero ver muitas semelhanças quando Zeke esteve aqui vs. quando ele não está”.

Com o sucesso de Elliott no jogo terrestre, Prescott teve vias mais limpas para passar a bola. Prescott tem 14 passes para touchdown e quatro interceptações nesta temporada. Antes da vitória contra a Washington Redskins na semana passada, na qual ele não lançou nenhum passe para touchdown, Prescott teve três passes para touchdown em cada um dos três jogos anteriores.

“O jogo aéreo deve ser ótimo, independentemente se Zeke estiver aqui ou não”, disse Prescott. “Isso é parte disso. Você precisa ter equilíbrio. Você tem que fazer o jogo corrida funcionar e, espero que vá abrir o jogo aéreo. Nós temos que nos certificar de que estamos aproveitando ao máximo quando essas jogadas são chamadas”.

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Aug 19, 2016; Arlington, TX, USA; Dallas Cowboys quarterback Dak Prescott (4) and quarterback Tony Romo (9) talk during the pregame warmups against the Miami Dolphins at AT&T Stadium. Mandatory Credit: Tim Heitman-USA TODAY Sports

Dak Prescott e Tony Romo são quarterbacks de estilos diferentes.

Dak Prescott e Tony Romo são indiscutivelmente os melhores dois quarterbacks que o Dallas Cowboys tiveram desde que Troy Aikman se aposentou, e com ele Michael Irvin. Como proeminente recebedor da equipe durante a era de ouro dos anos 90, Irvin frequentemente questiona sobre a atual equipe ofensiva, especificamente um de seus sucessores como um recebedor: Dez Bryant.

Os números de Bryant estão baixos nesta temporada e quando perguntado por que no 105.3 The Fan, Irvin teve uma explicação simples: Prescott não é tão bom quanto Romo… ainda.

“Dez está jogando com um jovem quarterback. Não é como se estivesse jogando com o velho veterano, Tony Romo, que o trouxe. Então agora, seu poder e controle ou sua habilidade é relegado, realmente relegado para o que está acontecendo com a bola primeiro. É o quarterback que recebe a bola primeiro e há muito para ele fazer. Agora, quando Tony Romo estava com a bola primeiro e Tony Romo dominou todo o plano do jogo, ele percebeu o jogo de uma escala maior de um entendimento. Você está ouvindo isso quando ele está explicando o jogo, quando ele está comentando o jogo. Bem, tão talentoso como Dak Prescott, eu me arriscaria a dizer que ele ainda não entendeu tudo isso como Tony Romo entende hoje, mas ele pode chegar lá “.

Em um sentido, Irvin tem um ponto. Romo tem 133 jogos na NFL. Prescott apenas 24. Ele não é tão experiente quanto Romo e claro, tem algumas lacunas no conhecimento que Romo mais tarde aprendeu no decorrer de seus próximos 109 jogos.

Mas isso não significa que falta do lado do Prescott. A explicação mais provável para a queda das estatísticas de Bryant é que ele está envelhecendo e que Prescott é um tipo diferente de quarterback do que era Romo. Romo era um atirador. Ele assumiu grandes riscos que às vezes valeu a pena e às vezes não.

Prescott está disposto a lançar bolas longas, mas ele não é o tipo de quarterback que vai forçá-la para Bryant apenas por fazer. Ele é um quarterback mais metódico do que Romo e isso leva a estatísticas inferiores. Isso também leva a mais vitórias, então é uma troca que os fãs dos Cowboys deveriam estar felizes em fazer.

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Fotos: G.J. McCarthy / The Dallas Morning News e Rich Schultz / Getty Images

Foi no último Monday Night Football que Philadelphia Eagles e Washington Redskins se enfrentaram. Apesar do começo ruim e das terríveis lesões que atingiram o OT Jason Peters e o LB Jordan Hicks, o time do Eagles conseguiu vencer de forma até tranquila o rival. Com uma ótima performance de Carson Wentz, o Eagles é hoje o time com melhor recorde da NFL de forma isolada.

Junto com isso, os elogios começam a chegar. Não vamos desmerecê-los, é óbvio, pois vivemos uma situação semelhante na temporada passada. No entanto, um fato chama atenção: o nome de Carson Wentz ser cotado para ser MVP da temporada regular.

Vamos analisar com calma seus números até aqui.
Considerando os sete jogos disputados até agora, Wentz tem 1.852 jardas lançadas, um aproveitamento de 61,6% em passes completos, 17 touchdowns lançados e quatro interceptações. Números ótimos, sem sobra de dúvidas. Ao considerar também seu trabalho correndo com a bola, Wentz 196 jardas terrestres e sete fumbles sofridos, apesar de apenas dois deles terem sido recuperados pelo time adversário. No entanto, os números seguem sendo ótimos e quarterback nenhum poderia botar defeito neles.

Agora, vamos analisar os números de Dak Prescott até aqui. Para facilitar a comparação, vamos colocá-los lado a lado abaixo. O número em negrito significa qual dos dois levou vantagem no quesito.

 

 Estatística Dak Prescott Carson Wentz
 Jardas Aéreas 1.426 1.852
% Passes Completos 62,7% 61,6%
 Passes para Touchdown 14 17
 Touchdowns Terrestres 3 0
 Interceptações 4 4
 Fumbles sofridos (perdidos) 1 (0) 7 (2)
 Passer Rating 98,2 104,0

 

Como vocês podem ver, há um grande equilíbrio nas estatísticas. Delas, dá para contar praticamente três “empates técnicos”: o aproveitamento de passes completos, o número de interceptações e o número de touchdowns. Por mais que Carson Wentz tenha lançado mais TDs, o número se iguala se considerarmos que Dak Prescott correu para 3 TDs, enquanto Wentz não foi para a end zone com suas próprias pernas.

Dos números que mais diferem, há explicações para isso. Começando pelo número de jardas aéreas, a superioridade de Wentz é iminente, com quase 400 jardas a mais lançadas. No entanto, vale ressaltar que o Eagles tem uma partida a mais que o Cowboys, que já teve a sua bye week, o que acaba influenciando em números brutos. Certamente Dak não reverteria essa diferença em apenas um jogo, já que sua média de jardas lançadas por jogo em 2017 não chega nem a 250, mas provavelmente a diferença não seria tão grande. Por média de jardas lançadas por partida, Wentz lança cerca de 27 jardas a mais que Dak por jogo. Não é algo tão superior, cá entre nós, e isso pode ser explicado pelo segundo motivo.

Na tabela, o outro número que assusta é a grande quantidade de fumbles sofridos por Wentz. Ao analisarmos também o número de sacks sofridos por cada quarterback, a coisa ainda piora: Wentz foi ao chão 19 vezes em sete partidas, enquanto Dak apenas 7 vezes em seis jogos. Em outras palavras, a linha ofensiva de Dallas está fazendo um trabalho melhor protegendo Prescott do que a OL de Philadelphia com Wentz — vamos considerar aqui que a habilidade de scramble dos dois se equivale. Com Wentz sendo mais atingido que Dak, o mais provável mesmo é que o jogador sofresse mais fumbles, o que é o caso.

Acrescentando, o jogo terrestre de Dallas é o segundo melhor da NFL, enquanto o de Philly é atualmente o quarto. Em média, o Cowboys corre 15 jardas a mais que o Eagles por partida. É justo assumirmos que a diferença de jardas aéreas entre Wentz e Prescott seja compensada nesse quesito? Na minha opinião sim.

Dito isso, explico o motivo da comparação. Enquanto Carson Wentz está sendo cotado entre os melhores da temporada de 2017, pouco se fala do ano de Dak Prescott, mesmo que ele esteja em números ainda melhor do que foi em 2016. Enquanto um é tratado como futuro MVP, o outro foi tratado como sophomore slump (termo usado quando o jogador tem uma ótima temporada de calouro e depois cai de produção no segundo ano da liga).

O motivo disso é óbvio e ululante. Não é perseguição da imprensa, não é exagero em relação ao Wentz. Isso tudo se trata do recorde dos times. Enquanto o Philadelphia Eagles está 6-1 na temporada, o Dallas Cowboys está 3-3.

É essa a diferença.

Dak Prescott pode lançar para 60 touchdowns e 6 mil jardas, mas não irá ganhar o prêmio de MVP se o time terminar com um recorde negativo. Isso só ocorreu duas vezes na história da NFL, sendo apenas uma na era Super Bowl e de um jogador que nem quarterback era (O.J. Simpson). É verdade que, tirando o jogo contra o Denver Broncos, Dak Prescott não pode ser responsabilizado por nenhuma das derrotas que a equipe sofreu. Mas, infelizmente, a NFL não liga para isso.

Tecnicamente, Dak Prescott e Carson Wentz estão jogando no mesmo nível. Os dois podem continuar jogando da mesma maneira até o fim da temporada, mas se as vitórias não vierem, um dos dois será ignorado nas premiações individuais. Ter o coletivo decidindo sua atuação individual é o preço da posição em que estão jogando. Sempre foi e, infelizmente, sempre será assim.

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Depois da dolorosa derrota para o Green Bay Packers, o Dallas Cowboys terá a sexta semana da temporada de folga.

Há quem prefira que a semana de bye não seja tão cedo, como na semana 6, pois dependendo da campanha do time pode quebrar o ritmo. No entanto, no caso do Dallas Cowboys, ela não poderia ter vindo em uma semana melhor.

O Dallas Cowboys precisa utilizar a bye week para arrumar a casa.

O time enfrenta alguns problemas. Vem de duas derrotas em que a equipe anotou mais de 30 pontos em casa.

Depois de alguns questionarem a atuação de Dak Prescott, o quarterback jogou o melhor futebol. Em cada um dos dois últimos jogos foram mais de 200 jardas lançadas, 3 passes para o touchdown e apenas uma interceptação. Infelizmente, não foi o suficiente para que o time saísse vitorioso.

A comissão técnica precisa usar esta semana para entender a situação, elaborar novas estratégias e se reerguerem.

O time do Cowboys precisa ficar saudável.

Tyron Smith foi uma preocupação durante toda a semana passada, já que o tackle All-Pro não havia participado dos treinos nenhuma vez antes do jogo. No entanto, o Cowboys decidiu manter todos os oito jogadores da linha ativos. Smith jogou toda a partida contra o Packers e agora ele tem uma semana para se recuperar.

Além disso, Chaz Green também terá esse tempo. Voltando à semana 4, Green teve problemas com lesões. Ele perdeu o último treino antes do jogo com o Rams por conta de dores no quadril e não foi o starter da partida.

Contra o Packers, o time optou por começarem com Jonathan Cooper de guard. O técnico Jason Garrett disse que pretende dar continuidade a este trabalho para possíveis imprevistos.

É evidente que a linha ofensiva de Dallas não tem jogado no alto nível que apresentou nas últimas temporadas.

Defensivamente, o maior problema de Dallas tem sido os linebackers. Falhando contra o jogo corrido e aéreo nas duas últimas semanas, os ataques adversários foram capazes de explorar isso usando o jogo corrido que atualmente é 20ª da liga, cedendo em média 118 jardas terrestres por partida.

Contra os Cardinals, com o melhor jogador defensivo da equipe, Sean Lee, em campo, o time cedeu 3,8 jardas por carregada e não permitiu que passassem das 100 jardas. Sem Lee, contra o Rams foram 168 jardas terrestres totais permitidas e contra o Packers, 160 com média de 6,4 por corrida.

Com essa semana extra de descanso, é provável que Lee esteja pronto para voltar na semana 7. Menos um jogo sem ele.

Além de Lee, esse tempo vai ser importante para recuperação do linebacker Anthony Hitchens que voltou de lesão na semana passada contra o Packers.

As lesões não são os únicos problemas da defesa do Dallas Cowboys.

DeMarcus Lawrence lidera a liga em sacks. David Irving voltou de suspensão com dois sacks. Maliek Collins, Benson Mayowa e Tyrone Crawford também apresentaram pressão aos quartebacks adversários. Atualmente o time possui um total de 16 sacks na temporada. Contudo, ainda assim, é rankeada como a 29ª da liga cedendo em média 26 pontos por jogo.

Cabe ao coordenador defensivo, Rod Marinelli, estudar a situação e montar uma nova estratégia de jogo. As peças parecem preparadas, mas não se encaixam. Ou não fazem o suficiente para que vençamos os jogos?

Respostas que a comissão técnica tem que buscar.

Quando o Cowboys voltar da semana de bye, enfrentarão o San Francisco 49ers (atualmente 0-5). Um jogo o qual o Dallas Cowboys tem a obrigação de vencer. Importante para elevar a confiança do time.

É hora de o time colocar em prática tudo o que tem dito nas últimas semanas. Eles estão certos: ainda dá tempo de virarem o jogo.