Terrance Williams: “Eu não desapareci”

Terrance Williams: “Eu não desapareci”

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(foto: Ronald Martinez/Getty Images)

Depois das atuações recentes apagadas de Terrance Williams, o wide receiver nº 2 foi perguntado sobre essa queda de desempenho. Não é para menos: nos últimos sete jogos, T-Will tem apenas um touchdown e 14 recepções, bem diferente do wide receiver dos primeiros cinco jogos da temporada, onde teve 15 recepções e cinco touchdowns.

“Eu acho que um dos motivos para isso tem a ver com oportunidade”, disse Jason Garrett. “Outros caras apareceram bem. Cole Beasley fez um bom número de jogadas nas últimas semanas. Nós vimos (Lance) Dunbar e (Gavin) Escobar e outros desses caras fazerem boas jogadas. Obviamente, nós estamos passando a bola para o Jason (Witten) e para o Dez (Bryant) o máximo que pudemos. Nós estamos tentando correr com a bola, então algumas vezes algum jogador não tem tantas oportunidades. Mas a maior situação pra esses caras é estar preparado e tirar vantagem da oportunidade quando ela aparece”.

Algum dos sucessos de Williams veio exatamente em situações críticas – onde o camisa 83 correspondeu muito bem. Contra o Houston Texans, T-Will anotou um touchdown de 43 jardas após Tony Romo conseguir se livrar do sack de J. J. Watt e, contra o Seattle Seahawks, conseguiu uma recepção milagrosa em uma terceira para 20 crucial.

Esses sucessos, entretanto, deixaram de aparecer. Nos últimos sete jogos, em apenas um T-Will teve mais de duas recepções. Contra o Jacksonville Jaguars, Williams saiu de campo sem ao menos conseguir uma recepção.

“Tony (Romo) passa por um monte de coisas que ele tem que chamar e ver, e então é como uma das coisas onde não podemos culpá-lo”, disse Williams. “Eu só tenho que estar preparado para quando ele decidir olhar para o meu lado. Eu tenho que estar pronto. Eu não posso esperar até as coisas estarem ruins para ele para ele lançar a bola para mim. Eu tenho que estar pronto sempre que ele olhar para mim, em todos os quartos”.

Contra o New York Giants, T-Will fraturou o dedo indicador e teve de jogar com proteção na partida de thanksgiving, onde teve duas recepções para 38 jardas – ambas com o jogo já perdido. Uma das tentativas para Williams foi a primeira interceptação de Tony Romo na partida (foto da notícia), onde o wide receiver esperava a bola mais próxima da sideline. Garrett acredita que Williams não tenha visto o passe.

“Isso (a interceptação) me reassegura que eu devo olhar a bola durante todo seu trajeto”, disse Williams sobre seu dedo. “Se eu tirar meus olhos da bola por meio segundo eu provavelmente terei um drop, porque isso meio que me impede de olhar para a defesa e fazer a recepção ao mesmo tempo”.

Gabriel Plat

Editor-Chefe em Blue Star Brasil
Curte NFL por escolha e o Dallas Cowboys por amor. Aprecia a boa música e compartilha outro sofrimento: o Botafogo. Um dos participantes do podcast.